Realizado o encontro social de setembro dos associados (23/09/2022)

O evento social de setembro foi realizado nesta sexta-feira (23), das 12h às 14h, em São Paulo, com cerca de 90 participantes. O embaixador do Japão no Brasil Teiji Hayashi (orador principal), cônsul-geral Ryosuke Kuwana, presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo), Renato Ishikawa, vice-presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão, presidente da Japan House São Paulo, Eric Klug e diretor de comunicação da Aliança Cultural Brasil-Japão, Carlos Hideaki Fujinaga foram apresentados.

Embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi

Ao iniciar o seu discurso de saudação, o presidente da Câmara Toshifumi Murata lembrou que este é o terceiro encontro social pós-pandemia. Ele disse que o ambiente de negócios se normalizou, e a competição de golfe promovida pela Comissão de Desenvolvimento Profissional Mútuo em agosto (28) foi realizada em grande estilo. Informou que na tarde desta sexta-feira haverá uma reunião para troca de opiniões da diretoria da entidade com o ministro do Meio Ambiente Joaquim Leite, na sede social. Disse que no dia 4 de outubro vindouro haverá um café da manhã organizado pela Comissão de Intercâmbio Nipo-Brasileiro e Promoção de Empresas Locais. No dia 13 de outubro, a visita à fábrica de etanol da Raízen, promovido pela Comissão do Meio Ambiente.

Presidente da Câmara, Toshifumi Murata

O presidente comentou que a eleição presidencial no Brasil, que ora se aproxima, deve ser apertada. Ao seu ver, se houver uma mudança de governo, será extremamente importante depois de 2023. Quanto às eleições na Câmara para o Conselho Diretor e Conselho Fiscal este ano, solicitou a participação de todos os associados na votação online.

O embaixador Teiji Hayashi proferiu uma palestra sobre o tema “Situação atual no Brasil (incluindo a eleição presidencial) e desdobramentos das relações bilaterais com o Japão” como tema do ponto de vista de Brasília.

Ele comentou sobre o calendário eleitoral, as eleições, pesquisas eleitorais e o resultado da votação. Comentou brevemente sobre o perfil dos principais candidatos a presidente. Lula, de esquerda e sindicalista, Bolsonaro, de direita e ex-capitão, Ciro Gomes, de centro-esquerda, e Simone Tebet, de centro-direita.

Disse já ter conversado com o presidente Jair Bolsonaro cinco ou seis vezes, e na sua impressão ele é da unidade militar de paraquedistas de elite e, embora fale de forma radical, tem uma aura que atrai as pessoas. O candidato Ciro Gomes é um político veterano que gosta do Japão e já esteve no país por quatro vezes.

Que tipo de política Lula adotará se vencer? Promessa de oposição às privatizações, a concessão continuará, a prioridade será dada às medidas contra a pobreza, o salário mínimo será aumentado significativamente, as leis trabalhistas serão revisadas e a reforma tributária imporá pesados ​​impostos aos ricos. Fortalecer na diplomacia a África e a América Central e do Sul. No seu entender, será difícil acabar com o teto fiscal, porque não será aprovada pelo Congresso. Haverá a necessidade de incorporar votos dos moderados para aprovação de um projeto de lei, e projetos drásticos não podem ser aprovados.

Quem vencer pode não aceitar os resultados das eleições, e há uma forte possibilidade de que a derrota não seja declarada em poucos dias. Se Bolsonaro perder, há uma grande possibilidade de que seus apoiadores não fiquem calados.As relações Brasil-Japão estavam estagnadas há mais de dois anos devido à crise da pandemia, mas no início de setembro, Maki Kobayashi, diretora-geral do Escritório da América Latina e do Caribe, Ministério das Relações Exteriores, visitou o Brasil. Nos dias 13 e 14 de setembro, a Confederação Nacional de Indústria (CNI) em parceria com a sua congênere japonesa, Keidanren, realizaram a 25ª Reunião Plenária do Conselho Empresarial Brasil-Japão, em Tóquio. Também houve a reunião consular de troca de opiniões, o acordo bilateral entre Brasil e Japão de fomento ao mercado regulado de crédito de carbono, celebrados pelo embaixador japonês Teiji Hayashi e ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. Este explicou que houve vários desdobramentos econômicos bilaterais somente em setembro, como uma reunião para troca de opiniões com o Brasil, e que eles estão se tornando mais ativos.

Na sessão de perguntas e respostas, para o governo japonês quem seria melhor vencer esta eleição presidencial? Ações para créditos de carbono foram citadas.

Discurso especial

Masayuki Eguchi, representante-chefe no Brasil da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão – Japan International Cooperation Agency), falou sobre o “projeto de apoio empresarial PME/ODS”, ampliando o papel das empresas na cooperação internacional, expandindo mercados em países emergentes e em desenvolvimento e a importância de servir como polo de inovação,”projeto de apoio ao negócio”, conceito de negócio, reforma do sistema experimental, sistema de implementação do projeto/formulário de contrato, estrutura e cobertura do sistema, pesquisa sobre necessidades, projeto de demonstração de comercialização, benefícios em participar deste projeto, país-alvo/campo-alvo. Ele explicou em detalhes sobre o cronograma de recrutamento, pontos do exame etc.

Representante-chefe no Brasil da JICA, Masayuki Eguchi

Palavras de despedida

Taisuke Fujishiro, diretor-presidente da Nippon Express do Brasil Transportes Internacionais Ltda., fez seu discurso de despedida do Brasil. Disse que apesar de estar no Brasil presidindo a empresa por quatro anos e três meses, ele morou no país por um total de 17 anos.

Taisuke Fujishiro

Novos representantes

O conselheiro Tomoyoshi Hisamori da Embaixada do Japão no Brasil, que sucede Takashi Hamasaka, disse que antes de sua chegada ao país atuou nos Emirados Árabes Unidos e Índia. Explicou que gostaria que todos se sentissem à vontade, sem cerimônias, para consultar a Embaixada, a fim de revitalizar as relações econômicas Brasil-Japão.

Tomoyoshi Hisamori

Isao Kaneko, diretor-presidente da K-I Chemical do Brasil, esteve na Bélgica por três anos e meio e explicou a venda de herbicidas para soja por meio da Iharabras.

Isao Kaneko

Takashi Koga, diretor-presidente da Rohto Brasil Holding e Participações, dirige a empresa há três anos, a partir de 2016 retornou ao Japão temporariamente devido à pandemia. Ele explicou sobre sua atuação no Departamento de Produtos Químicos e no Subdepartamento Médico da Câmara, e afirmou que está concorrendo nestas eleições a uma das vagas do Conselho Diretor.

Takashi Koga

Troca de representantes

Michio Wakutsu, diretor-presidente da Nagase do Brasil, disse que assumiu o cargo em março de 2017 na empresa, que pertence ao Departamento de Produtos Químicos e ao Departamento de Gêneros Alimentícios. Explicou sobre um projeto da sua empresa em parceria com a Embrapa e IA.

Michio Wakutsu

Seu sucessor, Wataru Ishihara, assumiu o cargo em junho deste ano e explicou que, embora existam questões difíceis como trabalhistas e tributárias, ele sente o potencial do Brasil e um mercado onde as empresas japonesas podem prosperar.

Wataru Ishihara

Discurso de três minutos

Eric Klug, presidente da Japan House, assumiu o cargo em abril de 2020. Apresentou um breve perfil da instituição cultural, destacando que até o momento o número de visitantes está em 2,6 milhões e visitantes digitais em 51 milhões.

Eric Klug

Yuki Kodera (vice-presidente da Câmara e diretor-presidente da Mitsui & Co. Brasil), Teiji Hayashi (embaixador do Japão no Brasil), Toshifumi Murata (presidente da Câmara e chairman da Sojitz do Brasil), Ryosuke Kuwana (cônsul-geral do Japão em São Paulo) e Tadashi Omatoi (vice-presidente da Câmara e diretor-presidente da Mitsubishi Corporation do Brasil)

Ryosuke Kuwana, Tadashi Omatoi, Toshifumi Murata, Teiji Hayashi, Yuki Kodera e Fujiyoshi Hirata (secretário-geral da Câmara)

Rubens Ito / CCIJB