O workshop sobre resultado da pesquisa de dados sobre o fortalecimento estrutural da segurança alimentar, correalizada pela JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão – Japan International Cooperation Agency), pela empresa Nippon Koei Lac do Brasil e pelo Departamento de Comércio Exterior da Câmara foi realizado na manhã desta sexta-feira (30), com início, às 10h. Em formato híbrido, com tradução simultânea, o encontro contou com cerca de 100 participantes.
Primeiramente, o embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, proferiu as palavras de abertura. Em seguida, as palavras e explicação dos resultados da pesquisa proferidas pelo representante-sênior da JICA no Brasil, Issei Aoki.
A explicação detalhada dos resultados da pesquisa da Nippon Koei LAC foi apresentada por Marcel Viergever, coordenador-geral, avaliador de projetos socioambientais e especialista em organização e sustentabilidade de agricultura. Ao final das apresentações, houve sessão de perguntas e respostas.
O estudo teve como objetivo coletar informações sobre o status de implementação de políticas e medidas relacionadas à promoção da agricultura sustentável e de baixo carbono pelo governo brasileiro, identificar problemas e considerar medidas de apoio; realizar um estudo de possível expansão das exportações de soja convencional brasileira para o Japão.
A produção global de soja em 1961 era de 26 milhões de toneladas. Em 2020 alcançou 353 milhões de toneladas. Em 1961 o Brasil tinha 1% da produção mundial, em 2021 chegou a 42%, com 155 milhões de toneladas.
A equipe da pesquisa foi composta por Marcel Viergever; Eliana Kelly Pareja, especialista de baixo carbono na agricultura; Márcio Massao Ota, especialista em análise de marketing e cadeia de suprimentos; Roberto Sussumu Kurokawa, especialista em soja; Michinori Yoshino, especialista em agricultura do Japão; Mitsuru Nanakubo, especialista em segurança alimentar e melhoria da qualidade; Luiz Leal, administrador; Glennya Rodrigues, bióloga; Haiany Miranda, engenheira ambiental; Mayson Souza, engenheiro agrônomo.
O complexo de soja (grão, farelo e óleo) no Japão tinha, em 2021, um volume total de 5,91 milhões de toneladas. Dados do Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, por outro lado, mostram um mercado de aproximadamente 3,6 milhões de toneladas. Dessas, 68% (2.414.000 toneladas) são usados para fabricação de óleo e 28% (998.000 toneladas) para alimentos.
O Japão importa quase 100% da soja para óleo e 76% para alimentação. Da soja importada, atualmente, cerca de 80% vem dos Estados Unidos, 14% do Brasil e 10% do Canadá.
Conclusão
No Brasil, há matéria-prima, cultivares com alto nível de produtividade. Há capacidade de desenvolver novos cultivares na Embrapa e no setor privado. Há produtores interessados no Maranhão, Mato Grosso, Goiás e região Sul na produção de soja convencional e/ou orgânica. Custos de produtividade da soja transgênica e convencional comparáveis. Interesse depende do prêmio e estabilidade. Necessidade de um certo nível de verticalização. Há empresas de trading e de certificação com capacidade e interesse no mercado japonês para soja convencional. Há portos com capacidade, mas este ano o espaço vai ser o gargalo mais difícil.

Marcel Viergever e Issei Aoki


RI/CCIJB





