Consultados pelo Banco Central (BC), analistas do mercado financeiro elevaram pela 18ª semana seguida a projeção para a inflação oficial neste ano. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,54% para 5,67% na estimativa, segundo o boletim Focus, divulgado toda segunda-feira. A estimativa permanece em 4,80% para 2011.
O índice estimado está acima do centro da meta, que é de 4,5%. Essa meta tem ainda margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e para isso usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, que na avaliação dos analistas deve ficar em 11,75% ao ano, ao final de 2010 e em 11,50%, no fim de 2011. Quando considera que a economia está muito aquecida e a trajetória de inflação é de alta, o BC aumenta os juros.
O boletim traz também estimativas para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A projeção para esse índice, neste ano, passou de 8,43% para 8,73%. A expectativa foi mantida em 5% para 2011.
A estimativa para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) oscilou de 8,56 para 8,75%, em 2010. Os analistas esperam por 5% para o próximo ano, contra 4,98% previstos anteriormente.
Para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) a projeção foi ajustada de 5,50% para 5,45%. Para 2011, a estimativa para IPC-Fipe permanece em 4,5%.
Para a alta dos preços administrados a expectativa dos analistas passou de 3,60% para 3,50%, em 2010, e de 4,53% para 4,60%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros. As informações são da Agência Brasil.
