Queda da atividade industrial reflete efeitos da crise, avalia Firjan

Brasília – A queda da atividade industrial em 2009 reflete os impactos da crise financeira internacional sobre o Brasil e era esperada pelo setor. A avaliação é do chefe de estudos econômicos da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Guilherme Mercês.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (2) que a produção industrial fechou 2009 com a maior queda dos últimos anos, com redução de 7,4% em relação ao ano anterior. Dos 27 segmentos pesquisados, 23 retraíram de um ano para outro.

De acordo com Mercês, o setor industrial sofreu com a redução dos investimentos e das exportações da metalurgia e, principalmente, do petróleo, “carro chefe da indústria fluminense”. “Isso teve um impacto significativo no resultado”, avaliou o economista.

Com a retomada da demanda por metalurgia e por petróleo, neste ano, o economista da Firjan espera um resultado melhor em 2010 e cita indicadores positivos já no primeiro semestre como o crescimento do emprego e da própria produção industrial trimestre a trimestre.

“O preço do petróleo permanece abaixo do de 2008, mas a recuperação da economia mundial, mesmo que gradual, enseja uma recuperação desses preços”, afirmou.

Segundo Mercês, a diversificação da economia fluminense também deve contribuir para acelerar o ritmo de crescimento no estado. “A indústria farmacêutica foi bem durante a crise e é um grande exemplo da diversidade e da resistência da indústria do Rio”, concluiu. (Agência Brasil – Isabela Vieira)