Indústria paulista contrata 3.500 pessoas em novembro

Brasília – A indústria paulista contratou 3.500 pessoas em novembro. Na comparação com outubro, houve crescimento de 0,94% com ajuste sazonal e 0,15% sem o ajuste. Segundo a pesquisa de Nível de Emprego da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em relação a novembro do ano passado, houve queda de 6,29%, com exclusão de 150 mil postos de trabalho.

Nos últimos 12 meses, a queda foi de 1,35%, com menos 30.500 vagas.

O diretor do Departamento de Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini, disse que esse resultado é o melhor registrado para novembro, quando normalmente a indústria registra queda no nível de emprego. “Estamos quase encerrando o ano de 2009 comemorando o resultado do nível de emprego.” Para 2010, as expectativas são positivas, com horizonte limpo para o crescimento da economia.

“Acreditamos no crescimento de 6% do Produto Interno Bruto [PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país] em 2010″, afirmou Francini. De acordo com ele, essa taxa dá uma boa perspectiva boa de crescimento da produção industrial, que deve voltar ao patamar pré-crise a partir de março, e mais tempo para a recuperação do nível de emprego, devido ao “ganho de produtividade que sempre ocorre nesses regimes de emagrecimento e, posteriormente, de não retorno ao peso anterior”.

Os setores que apresentaram as maiores variações no nível de emprego foram os de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,4%), móveis (1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (0,8%) e metalurgia (0,7%). As menores variações ocorreram nos setores de couros (-2,4%), equipamentos de informática (-2,3%), produtos diversos (-1,2%) e outros equipamentos de transporte (-0,7%).

Em números absolutos, os melhores desempenhos foram registrados nos setores de veículos automotores (3147 novas vagas), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (845), móveis (599) e produtos têxteis (567). Os que tiveram pior desempenho foram equipamentos de informática (-1488), couros (-1363), produtos diversos (-660) e produtos alimentícios (-637). (Agência Brasil – Flávia Albuquerque)