Copom: queda do estresse nos mercados financeiros se manteve em setembro e outubro

Brasília – Os meses de setembro e outubro foram marcados pela continuidade da redução do “estresse” dos mercados financeiros internacionais. A informação consta da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nos dias 20 e 21 deste mês. A reunião anterior foi realizada em setembro.

Para o comitê, ações governamentais inéditas nas economias maduras, como a dos Estados Unidos, que usaram vários instrumentos para assegurar condições mínimas de funcionamento e liquidez [recursos disponíveis] nos mercados, “continuam moderando a percepção de risco sistêmico”. Esse risco ocorre quando a dificuldade de um banco em acertar suas contas com os demais provoca um efeito em cadeia, ou seja, crise em todo o sistema financeiro.

“Nesse ambiente, seguem sendo registrados sinais de redução na aversão ao risco, como evidenciado pelo comportamento dos mercados acionários internacionais, embora esse processo continue sujeito a reversões”.

Mesmo assim, diz a ata, “a tendência de diminuição da aversão ao risco e da escassez de fluxos de capitais, bem como certa preocupação entre os investidores quanto à situação fiscal nos Estados Unidos da América, continuou ensejando movimento de recuperação de moedas, de economias emergentes e maduras, ante o dólar americano”.

No documento o BC considera que a “visão atualmente dominante aponta para contração da economia mundial em 2009, com recuperação em 2010”.

O BC também afirma que perspectiva de deflação nas economias maduras vem recuando e há redução da inflação em diversas economias emergentes.

“Nesse contexto, após um período de flexibilização agressiva [dos juros básicos], a política monetária, em um número significativo de países, parece ter entrado em fase de estabilidade e, em alguns casos, de remoção de estímulos introduzidos no período mais agudo da contração internacional, ao passo que o aumento do endividamento do setor público impõe limites ao escopo de eventuais estímulos fiscais adicionais”. (Agência Brasil – Kelly Oliveira)