CNI critica decisão do Copom de manter Selic no mesmo patamar

Brasília – A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a  taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano “está em total descompasso com a situação industrial brasileira”, afirmou hoje (21) o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto.

Monteiro disse que “a decisão não se justifica, pois a inflação está controlada e o crédito à pessoa jurídica ainda está comprometido. Essa situação requer novo corte nos juros”. De acordo com ele, a indústria ainda mostra efeitos da crise internacional. “Diferentemente dos outros setores, esses efeitos são mais duradouros e de difícil reversão. Seus reflexos são perversos, afetam negativamente o emprego e a renda do país”, analisou.

O presidente da CNI disse, ainda, que, para o Brasil superar efetivamente a crise, é necessária a recuperação da produção industrial e dos investimentos de longo prazo. Para isso, acrescentou, é fundamental uma taxa de juros menor que a atual e competitiva com as taxas praticadas lá fora.

Monteiro disse que, além dos juros altos, a valorização do real é um fato negativo, que prejudica ainda mais a atividade exportadora. Para ele, a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capital externo “é um paliativo eficiente, mas apenas no curto prazo”. (Agência Brasil – Stênio Ribeiro)