Rio de Janeiro, 15/05/2009 – “Acho prematuro falar de um plano B”, disse hoje (15) o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao comentar que o governo não está cogitando, no momento, de nenhuma outra alternativa para as mudanças na caderneta de poupança anunciadas esta semana.
Para Meirelles, a opção apresentada foi considerada a melhor possível. “Acho prematuro falar em plano B quando este plano foi apresentado, esta semana, como um plano adequado e que melhor se adequa às prementes condições do país”, disse.
Meirelles não vê, no momento, nenhuma alternativa para evitar a migração de recursos de fundos para a caderneta de poupança e abrir espaço a quedas adicionais da taxa de juros básica (Selic). Ele reconheceu que a decisão final caberá ao Congresso Nacional, que representa a população brasileira. Mas, advertiu que é preciso que se analisem os custos e os benefícios da medida.
Segundo o presidente do BC, para que a taxa de juros real da economia continue caindo é “necessário que sejam removidos entraves institucionais à queda da taxa de juros”. O presidente do BC avaliou que os limites na taxa de juros afetarão o crescimento do emprego e do Produto Interno Bruto (PIB).
“Evidentemente, se a decisão final é que não se quer eliminar os limites institucionais para a queda de juros no país, a decisão é soberana do Congresso Nacional. Mas, eu acredito que isso não irá acontecer”. afirmou
Meirellles disse ainda que a taxa de juros média real no Brasil apresenta uma tendência declinante. “E, inclusive, a estrutura longa”. Afirmou que a credibilidade da autoridade monetária e seu compromisso com a manutenção do regime de metas no futuro são fatores que reforçam a tendência de redução da taxa de juros, o que favorece o desenvolvimento econômico.
“Quando os bancos centrais tentam induzir o crescimento por baixas artificiais de juros ou por hesitação em aumentar juros quando é necessário, visando com isso tentar dar impulso quando é necessário uma atitude diferente, isto leva a um aumento das expectativas de inflação, aumento do prêmio de risco, da taxa de juros. Isso é contracionista”, disse.
O compromisso do Banco Central do Brasil e de outros países com a meta de inflação é importante para que os juros continuem a cair e isso leve ao maior impulso à economia, afirmou Meirelles. (Agência Brasil – Alana Gandra)
