Andima trabalha para lançar índice de preços de certificados de depósitos bancários

 

Rio de Janeiro, 5/05/2009 – A Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima) deve publicar até o final do ano um índice de certificados de depósitos bancários (CDBs), que fornecerá parâmetros para a marcação de preços desses ativos.

O presidente da entidade, Sérgio Cutolo, afirmou hoje (5) à Agência Brasil que a dificuldade encontrada até agora para se estabelecer um modelo de preços resulta da ampla série de tipos e categorias de CDBs, com custo de emissão diferenciado.

“Uma coisa é você pegar um CDB de um grande  investidor, onde não tem, por exemplo, custo de distribuição em uma grande rede. Isso tem impacto diferenciado em termos de taxa”, disse. Cutolo informou que o trabalho está em fase final de elaboração e a expectativa é que seja colocado à disposição do mercado ainda este ano.

O novo índice está sendo desenvolvido em conjunto pela Andima e a Fundação Getulio Vargas (FGV). A medida vai beneficiar os  investidores que compram CDBs e têm dificuldade de marcação de preços de mercado diariamente, além daqueles que operam com fundos abertos, cuja movimentação é intensa e frequente.

Cutolo adiantou que uma das propostas em estudo é o uso de uma cesta de CDBs, que funcionaria de modo similar ao do índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). Nessa cesta, estariam representados os maiores emissores desse tipo de certificado.

O emissor teria maior ou menor peso no índice de acordo com a sua participação no mercado. Hoje, a Andima faz a marcação de preço de 91 debêntures e dos títulos públicos federais lançados no mercado por meio de leilões. A emissão de CDBs atingiu até o final de abril R$ 787 bilhões no mercado.

Está também em andamento o projeto de fusão da Andima com a Associação  Nacional de Bancos de Investimento (Anbid). “Isso está dentro do contexto da própria evolução do sistema financeiro”, disse o presidente da Andima. Ele considera natural, devido à crise financeira, que haja uma discussão sobre a função das instituições que operam nos mercados financeiro e de capitais no país.

“Não precisamos de duplicidade na nossa forma de agir. Nós representamos universos muito semelhantes de instituições e continuamos discutindo isso.” Ele ponderou que a negociação, no entanto, não é simples e envolve investidores, emissores e acionistas.

Uma das prioridades da gestão atual é o convênio renovado com o Banco Central, pelo prazo de cinco anos, que visa a desenvolver e a aprimorar o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia até abril de 2014. O objetivo, segundo ele, é dar maior transparência ao mercado, criando condições para que haja um mercado secundário de títulos públicos no país. (Agência Brasil – Alana Gandra)