São Paulo, 28/04/2009 – O diretor geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, José Agenor Álvares da Silva, disse hoje (28) que a demora do governo do México em avisar a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre os casos de febre suína no país atrasou o trabalho preventivo da Anvisa no Brasil.
“Tivemos que adaptar o plano de contingência da gripe aviária para a suína durante o fim de semana. Foram quase 48 horas de trabalho ininterrupto”, afirmou Álvares da Silva, em entrevista no Aeroporto de Guarulhos, após reunião com representantes de empresas aéreas, sindicatos de trabalhadores em aeroportos e de companhias que prestam serviços nos terminais aeroportuários
A gerente de Viajantes da Anvisa, Karla Baeta, considerou a reunião de hoje foi importante para harmonizar questões e conceitos. Ela informou que, em todos os vôos provenientes de regiões infectadas ou com casos notificados, os aviões terão de ser desinfetados e o resíduo, tratado antes de ir para o aterro sanitário. “Isso é uma intensificação de procedimentos de rotina”, afirmou Karla.
Além disso, os passageiros que vierem das regiões afetadas deverão preencher uma declaração de bagagem detalhada, para o caso de a Anvisa precisar de algum contato com eles. “Estamos dispostos a fazer de tudo para preservar a saúde do povo brasileiro, mas isso cabe aos passageiros e às empresas também”, destacou Álvares da Silva.
A partir de amanhã (29), a Anvisa estenderá o trabalho de orientação aos portos brasileiros, passando informações sobre a doença aos tripulantes e passageiros de navios que chegarem de regiões com casos notificados. (Agência Brasil – Ivy Farias)
