Brasília, 26/03/2009 – O diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, Alexandre Tombini, acredita que a medida adicional do Fundo Garantidor de Crédito (FGC ), aprovada hoje (26) pelo Conselho Monetário Nac ional (CMN), estimula a “retomada significativa da atividade dos bancos médios e pequenos”, e “restabelece as condições de melhor normalidade do mercado de crédito”.
A medida, que entrará em vigor na próxima quarta-feira (1º de abril), oferece garantia complementar a depósitos a prazo, emitidos por bancos comerciais, de investimento, múltiplos e de desenvolvimento, além de sociedades de crédito e caixas econômicas. Mas o FGC vai cobrar comissão de 0,0833% ao mês sobre o saldo dos depósitos sob a rubrica “depósitos a prazo com garantia especial do FGC”.
A expectativa do diretor do Banco Central é acompanhada pelo secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais do Ministério da Fazenda, Bernard Appy. Segundo ele, o FGC tem grande potencial de ajuda ao mercado financeiro, e os maiores beneficiários serão as micro e pequenas empresas, que operam quase exclusivamente com os bancos de pequeno e médio portes.
De acordo com Appy, o FGC tem R$ 25 bilhões em caixa, e garante depósitos de até R$ 60 mil. Mesmo com essa limitação, oferece cobertura total, hoje, de R$ 350 bilhões. Com a criação da garantia de até R$ 20 milhões por instituição bancária, ele acredita que haverá uma cobertura adicional em torno de R$ 40 bilhões, com elevação do teto de garantias para R$ 390 bilhões.
Appy acrescentou que os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelos bancos que aderirem à nova sistemática, devem ter custo menor, mesmo sem garantia, e enfatizou que o FGC também deve ganhar, pois não terá despesas relevantes com a garantia especial. Isso porque, segundo ele, “o FGC conhece muito bem as instituições financeiras e tem condições de dar a garantia com segurança”. (Agência Brasil – Stênio Ribeiro)
