Brasília, 10/03/2009 – A queda do Produto Interno Bruto (PIB), no último trimestre de 2008, “explicita a intensidade dos impactos da crise econômica global sobre a economia brasileira e a urgência de se implementar medidas de combate a seus efeitos”, afirmou hoje (10) o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto.
De acordo com ele, os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com queda de 3,6% no último trimestre de 2008 em relação ao trimestre anterior, de julho a setembro, mostram a necessidade de ações mais intensas e abrangentes para se evitar a instalação de um processo recessivo no Brasil.
Como o Comitê de Política Monetária (Copom) deve divulgar amanhã (11) nova redução da taxa básica de juros (Selic), Monteiro aproveitou para mandar um recado. Ele disse que “é crucial aproveitar, na plenitude, o espaço que existe na política monetária e promover, no curto prazo, reduções de juros mais intensas”. E acrescentou que “esse é o comportamento comum a todas as economias mundiais, nas quais o risco de recessão é muito superior ao risco de inflação”.
Segundo Monteiro Neto, a conjugação da inédita crise de crédito com retração do comércio internacional, mais as perspectivas de prolongada recessão mundial e a forte reversão de expectativas, causaram a abrupta inflexão na trajetória de crescimento do PIB nacional, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país.
Ele lembrou que o setor industrial foi duramente afetado, com queda de 7,4% na comparação com o terceiro trimestre, após o ajuste sazonal. “As dificuldades com o crédito e com as exportações levaram à suspensão parcial da produção em segmentos importantes da indústria, com reflexos nas cadeias produtivas e nas expectativas”, explicou o presidente da CNI. (Agência Brasil – Stênio Ribeiro)
