Brasília, 10/02/2009 – O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) divulgou hoje (10) uma análise mostrando que a crise financeira atual é a pior para a indústria brasileira desde 1991. Segundo o estudo, o último trimestre de 2008 acumulou uma queda de 19,8% na produção industrial.
“Muito embora a presente fase de retração industrial possa ter altos e baixos, sua duração em média pode se estender por um período mais prolongado do que prevaleceu em crises anteriores, dependendo do curso da situação internacional”, assinala o Iedi, que reúne as maiores empresas brasileiras.
Foram comparados os efeitos de seis crises na produção industrial do Brasil. A maior queda havia sido nos cinco meses da crise mexicana entre 1994 e 1995: -14,3%. Outra redução forte ocorreu no Plano Collor, que derrubou a produção industrial em 13,3%.
“Se a crise externa até o presente momento não contaminou a economia pela via do colapso das contas externas, ou por meio de uma crise bancária ou ainda mediante a deterioração das contas públicas, chegou fortemente à economia real”, diz o estudo do Iedi, acrescentando: “O contágio veio pela porta da indústria, mas, como esta tem conexões com os setores primários e de serviços, pode contaminar a economia como um todo”.
Os sete meses da crise da Ásia em 1998 derrubaram em 8% a atividade industrial. O impacto do racionamento de energia elétrica em 2001 foi de -7,8%, num período de dez meses. Já a turbulência das eleições presidenciais de 2002 também resultaram numa queda de 7,8% da indústria, durante oito meses. (Agência Brasil – Enio Vieira).
