BNDES: primeiras medidas de estímulo ao emprego beneficiam micro e pequenas empresas

 

Rio de Janeiro, 29/01/2009 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (29) as primeiras medidas de estímulo ao emprego no país, a partir dos recursos adicionais de R$ 100 bilhões concedidos recentemente ao banco pelo Tesouro Nacional.

As medidas se destinam a apoiar as micro, pequenas e médias empresas, devido ao seu papel como grandes empregadores de mão-de-obra no país. “Nós esperamos com isso estar contribuindo de maneira afirmativa para a questão da manutenção da renda e do emprego”. O BNDES decidiu ampliar para as médias empresas as operações de refinanciamento (Refin), realizadas por meio dos agentes financeiros e limitadas até então para as micro e pequenas companhias.

Os prazos de refinanciamento foram estendidos para até 36 meses, contra 24 meses anteriores, para as micro e pequenas empresas. Para as médias,  o prazo será de até 12 meses. O banco resolveu também aumentar em 25% a dotação inicial de cada agente financeiro para operar o Refin. “Isso é muito importante e significativo porque este momento mais desfavorável de retração, de queda das vendas, afeta muito cadeias de pequenas e médias empresas. E a possibilidade dessas empresas ganhar carência e refinanciar saldos representa um alívio importante”, comentou Coutinho.

Em relação ao cartão de crédito (Cartão BNDES) para compra de insumos pelo portal eletrônico da instituição, o limite de crédito por cartão subiu de R$ 250 mil para R$ 500 mil. Os juros cobrados nos financiamentos caíram de 1,13% para 1% ao mês. Já o prazo de amortização passou de 36 para 48 meses. O presidente do BNDES destacou que o cartão tem sido uma ferramenta muito utilizada por empresas de pequeno porte nas regiões Norte e Nordeste brasileiras.

O banco quer ampliar a abrangência dos bens e serviços que podem ser adquiridos com o cartão. “É capital de giro para as empresas”, destacou, acrescentando que esse capital tem um custo relativamente barato comparado ao custo do crédito para a pequena empresa no mercado. Desde sua criação em 2003, foram emitidos 165 mil cartões para micro, pequenos e médios empresários, totalizando 135 mil operações, com créditos de R$ 1,9 bilhão.

Coutinho anunciou ainda a ampliação do prazo de 13 para 24 meses do Programa Especial de Crédito (Pec) para capital de giro. O programa foi lançado em dezembro de 2008, no montante de R$ 6 bilhões, voltado para capital de giro das empresas brasileiras. A vigência do Pec foi aumentada também de 30 de junho de 2009 para 31 de dezembro deste ano. Desse total de R$ 6 bilhões do PEC, cerca de R$ 900 milhões já estão em análise.

O banco também deu um reforço para capital de giro no Programa de Apoio a Cooperativas Agropecuárias (Prodecoop Agropecuário), do governo federal. Por meio do programa, as cooperativas podem, a partir de agora, obter até R$ 10 milhões para giro. O limite de crédito por cooperativa passará de R$ 35 milhões para R$ 50 milhões. A dotação do Prodecoop Agropecuário deverá subir este ano de R$ 1 bilhão para R$ 2 bilhões. (Agência Brasil – Alana Gandra)