Brasília, 4/06/2008 – O estabelecimento de limites para o crescimento dos gastos correntes do governo, que inclui pagamento de pessoal e custeio, ajudaria a combater à inflação. A afirmação foi feita hoje (4) pelo economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco.
Para ele, o uso do superávit primário para formação do Fundo Soberano do Brasil, que deve ser criado pelo governo, reduziria a demanda pública, “um dos componentes da demanda global da economia”. “Isso ajudaria o Banco Central na acomodação das pressões inflacionários que nós temos hoje. O melhor seria que isso não fosse transitório, com limitadores para o crescimento do gasto corrente”, afirmou.
Ele ponderou, entretanto, que o gasto público com investimento é necessário para expandir, principalmente, a infra-estrutura. Castelo Branco acrescentou que o aumento da taxa básica de juros, a Selic, é um dos fatores que vão levar à redução do ritmo de crescimento da indústria até o final do ano. Outros fatores são valorização do real frente o dólar e a crise econômica internacional.
Hoje, o Comitê de Política Monetária (Copom) define a taxa básica de juros. Analistas de mercado estimaram que o aumento da Selic será de 0,5 ponto percentual. Atualmente a taxa está em 11,75% ao ano.
Agência Brasil – Kelly Oliveira
