Rio de Janeiro, 25/03/2008 – A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na cidade de São Paulo sofreu aceleração no período de 30 dias incluindo a semana fechada em 22 de março, e ficou em 0,11%. O resultado foi divulgado hoje (25) pela Fundação Getulio Vargas.
No período fechado na semana anterior, os preços registravam estabilidade. São Paulo é a capital com maior peso na composição do índice, que ficou em 0,23%, 0,09 ponto percentual mais alto do que os 0,14% registrados em 30 dias até 15 de março.
Entre 15 e 22 de março o IPC-S também registrou elevações no Rio de Janeiro (de 0,27% para 0,39%), Belo Horizonte (de 0,26% para 0,38%) e em Porto Alegre (de 0,27% para 0,28%).
Em Brasília, os preços caíram e sofreram deflação (de 0,01% para -0,06%), assim como em Salvador (de -0,04% para -0,06%). Já em Recife, apesar de registrar a maior inflação, há sinais de uma desaceleração nos preços (de 0,69% para 0,62%).
"Recife é a capital que mais sentiu o aumento nos preços dos alimentos. Enquanto as frutas registraram queda de 1,07% na média, em Recife houve aumento, de 8%", disse o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas.
O grupo alimentação foi o que mais puxou o IPC-S para cima, saindo de uma deflação (-0,09%) para alta de 0,11%. Segundo Braz, isso aconteceu "pelo efeito das hortaliças e legumes, que puxam o índice para baixo em fevereiro, devido às melhores condições climáticas em comparação com janeiro".
O economista disse também que alimentos importantes no consumo das famílias, apesar de apresentarem uma tendência de desaceleração nos preços, ainda registram aumentos significativos.
"É o caso das carnes, por exemplo, que subiram muito no ano passado. Há uma tendência de desaceleração, mas os preços elevados de produtos como milho e soja usados nas rações acabam tendo um grande impacto", disse Braz.
Agência Brasil – Aline Beckstein
