Rio de Janeiro, 6/03/2008 – A produção agrícola nacional deve atingir neste ano 139,6 milhões de toneladas, ficando 5,1% acima da safra obtida em 2007, de 132,9 milhões de toneladas e 2,3% maior do que a estimativa feita em janeiro. A área plantada em 2008 também será maior do que a de 2007, com crescimento de 2,7%, atingindo 46,6 milhões de hectares.
Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) e estão sendo divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A segunda estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, referente a fevereiro de 2008, indica que as maiores áreas cultivadas serão as da soja (21 milhões de hectares), do milho (14,5 milhões de hectares) e do arroz (3 milhões de hectares), representando 99,1% de toda a produção nacional estimada.
Segundo o levantamento do IBGE, a região Sul continua responsável pela maior produção agrícola, com 60,1 milhões de toneladas; seguida pelo Centro-Oeste, com 47,7 milhões; Sudeste, com 16,4 milhões; Nordeste, com 11,9 milhões; e Norte, com 3,5 milhões de toneladas.
Na avaliação do coordenador do Levantamento do IBGE, Paulo Monassa, a alta de 5,1% vai significar mais sete milhões de grãos. Segundo ele, neste ano, todas as condições estão favoráveis a uma boa safra.
“Os preços estão satisfatórios para praticamente todas as culturas e, de uma maneira geral, o clima tem favorecido todas as lavouras. Verificamos em algumas áreas pequenos períodos de estiagem, mas nada que comprometa uma boa colheita. Enfim, é uma safra boa, um novo recorde”, disse Monassa.
O Ministério da Agricultura também divulgou hoje, em Brasília, a estimativa de produção de grãos do ciclo 2007/2008, de 139,3 milhões de toneladas, 5,8% maior que a colheita anterior (131,7 milhões de toneladas). O levantamento foi realizado em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e com a colaboração do IBGE.
Segundo o diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Sílvio Porto, as duas instituições têm trabalhado para diminuir as diferenças entre as projeções para a safra de grãos. "O IBGE e a Conab têm estreitado o diálogo. Houve uma compatibilização de dados e isso é muito bom."
Agência Brasil – Cristiane Ribeiro
