Atividade industrial paulista inicia o ano com crescimento de 2,2%

 

São Paulo, 5/03/2008 – A pesquisa de Nível de Atividade da Indústria (INA) de janeiro, divulgada na última quinta-feira pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), apresentou crescimento de 2,2% com ajuste sazonal em relação a dezembro de 2007, mesmo com a variação negativa de 0,5% sem ajuste sazonal. Comparado a janeiro de 2007, o INA subiu 11,3%. O ajuste sazonal permite que oscilações características de alguns períodos sejam desconsideradas.

O diretor do Departamento de Pesquisa e Estudo Econômicos (Depecon) da FIESP, Paulo Francini, mostrou-se surpreso com o resultado. “O comportamento de janeiro costuma ser mais negativo”, comentou, referindo-se a dados – sem ajuste sazonal – de janeiros anteriores: 2007 (-3,7%), 2006 (-7,8%) e 2005 (-8,3%).

As horas trabalhadas na indústria também contrariaram dados referentes ao mesmo período em anos anteriores. Após três anos de resultados negativos no mês de janeiro (-5,9%, -2,7% e -2,5%), em 2008 houve um leve aumento de 0,7%. Francini explicou que neste ano as empresas deram menos férias aos seus funcionários, quando comparado aos anos anteriores, porque tiveram que atender o crescente volume de pedidos.

As vendas reais da indústria caíram 9,7% ante ao mês anterior (sem ajuste), e os salários também recuaram em 4,5%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) subiu para 81,9%, ante os 81,2%, registrados em dezembro.Entre os setores analisados, tiveram destaque o de Veículos Automotores (5,2%), e Móveis e Indústrias Diversas (4,4%). A produção de veículos em São Paulo vinha crescendo abaixo da média da indústria total, apesar do bom desempenho do setor no Brasil. Nos 12 meses terminados em janeiro de 2008, a atividade de produção de veículos ultrapassa a média geral da indústria de 7,2 comparada a 6,6%.

Com desempenho abaixo da média, o setor de Alimentos e Bebidas apresentou queda de 4,1% – sem ajuste, e alta de 1,5% com ajuste. “Apesar de ser estimulado pelas festas de fim de ano, o setor de Alimentos não acompanhou os demais setores, provavelmente devido ao forte crescimento de seus preços”, disse Francini.

 

 

 

 

Agência CNI