Pesquisa da FIRJAN confirma ritmo forte da atividade industrial

 

Rio de Janeiro, 3/12/2007 – A indústria fluminense registrou, em outubro, aumento de vendas, do número de empregos, das horas trabalhadas e dos salários de acordo com o resultado da pesquisa Indicadores Industriais, produzida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) e divulgada na última quinta-feira. O resultado confirma o maior ritmo da atividade industrial do estado do Rio de Janeiro, disse Luciana de Sá, diretora de Desenvolvimento Econômico da FIRJAN.

As vendas reais em outubro comparadas a setembro cresceram 6,75% e 1,71% com ajuste sazonal (procedimento estatístico que retira os efeitos de variações típicas de determinada época do ano). No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, a alta é de 3,51% e de 8,95% em comparação com igual período de 2006 e outubro do ano passado, respectivamente.

Pelo décimo primeiro mês consecutivo, a indústria do Rio de Janeiro aumentou o pessoal ocupado, com expansão de 0,4% em outubro em comparação com setembro, o que representou aproximadamente mais 1.600 novos empregos. "A criação de novos postos de trabalho, consecutivamente, nos últimos onze meses, comprova a sustentação da produção industrial fluminense em ritmo mais forte", destacou Luciana de Sá.

Nos últimos 12 meses encerrados em outubro, dez dos 13 setores pesquisados contrataram mais trabalhadores, com destaque para os setores de material de transportes, metalúrgico e mecânico. Os salários acompanharam o crescimento do pessoal ocupado e das horas trabalhadas, com avanços em todas as comparações: de 2,6% sobre setembro último, de 6,9% em relação a outubro de 2006 e de 7,6% nos dez primeiros meses deste ano frente ao mesmo período do ano anterior. De janeiro a outubro deste ano, as indústrias de perfumaria, sabões e velas; material de transporte e mecânico concederam os aumentos salariais mais significativos, sendo que a primeira delas concedeu 38,72%.
 
O setor de perfumaria, sabões e velas aumentou em 28,6% suas vendas em outubro frente a setembro, em decorrência do aquecimento do mercado de cosméticos e o lançamento de novos produtos.  Produção em alta corresponde a mais horas trabalhadas na indústria fluminense. Em outubro subiram 8,7% em relação a setembro, também sob a influência do maior número de dias úteis. A série ajustada, de acordo com a sazonalidade, também mostra alta de 2,7%. Nos dez primeiros meses deste ano, as horas trabalhadas aumentaram 7,4% sobre igual período de 2006.

Em contraste com a tendência das vendas reais da indústria, o índice de utilização da capacidade instalada, em média, recuou de 79,4% em setembro para 78,5% em outubro. A redução se deveu a fatores pontuais como a menor produção nos setores de papel e papelão e de material elétrico. Com ajuste sazonal, o uso da capacidade instalada retrocedeu de 79,8% em setembro para 77,9% em outubro. Já a média dos dez primeiros meses deste ano atingiu 80,2%, superando a registrada no mesmo período de 2006, que foi de 78,52%. O setor metalúrgico teve forte contribuição para esse resultado ao alcançar a taxa de 86,15%.

"Os resultados da pesquisa não surpreenderam devido às condições favoráveis que sustentam o ritmo de alta da atividade industrial do país. É fundamental que o bom momento da economia não deixe para segundo plano a agenda de reformas necessária para a manutenção do processo do crescimento brasileiro", ressaltou Luciana de Sá.

Mais informações pelo telefone (21) 2563-4257.

 

 

 

 

Agência CNI