Líderes industriais têm propostas para manutenção do crescimento

 

Brasília, 23/10/2007 – Os representantes de sindicatos industriais que participaram do 2º Encontro Estadual da Indústria defendem a urgente revisão das leis trabalhistas, medidas na área de infra-estrutura, reformas tributária e da Previdência. As sugestões visam manter o atual ritmo de crescimento da economia. 

A reforma trabalhista deve incentivar a negociação entre empregados e empregadores, reduzir os custos do traballho e regulamentar a terceirização. "O Brasil tem uma legislação trabalhista anacrônica", disse o empresário Dagoberto de Lima Godoy, presidente do Conselho Temático Permanante de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

Ele apresentou as conclusões na plenária de encerramento do 2ª Encontro Nacional da Indústria, que começou ontem e se encerra hoje, em Brasília. Conforme Godoy, a legislação não acompanhou a evolução do mercado de trabalho. "Precisamos adequar as leis às exigências da globalização, que criou formas mais flexíveis de contratação", disse.

O vice-presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Polo de Mello Lopes, apresentou as propostas dos debates sobre infra-estrutura. "Há limites nas áreas de transportes, energia e saneamento básico", disse o empresário. Entre as sugestões dos líderes empresariais para recuperar e modernizar a infra-estrutura brasileira estão a continuidade dos programas de outorgas, a privatização das administrações portuárias e o aumento da oferta do transporte de cabotagem. 

Na área de energia, é preciso assegurar o suprimento com preços competitivos. Também é necessário apressar a modelagem e a publicação dos editais das parcerias público-privadas. 

O presidente do Conselho Temático Permanente da Microempresa, Lucas Izoton Vieira, apresentou as propostas dos empresários para criação de um ambiente mais favorável aos pequenos empreendimentos. Izoton Vieira também preside a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (FINDES). O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Roberto Macêdo, apresentou as sugestões dos empresários para as reformas tributária e da Previdência. Uma das propostas é a criação de limites para o aumento do peso dos impostos. 

No encerramento do Encontro, o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, disse que as ações políticas dos sindicatos, federações e confederação só terão ganhos concretos se houver articulação. "Temos uma agenda densa e complexa à nossa frente. Nosso desafio é construir alianças com o conjunto da sociedade, pois não temos o monopólio da verdade e da compreensão dos problemas do país", destacou Monteiro Neto.

 

 

 

 

Agência CNI