Brasília, 23/10/2007 – A falta de infra-estrutura e de políticas para a área energética também foram discutidas hoje, durante o 2º Encontro Nacional da Indústria. Nos últimos cinco anos, o aumento da tarifa média de energia para o setor industrial foi de 150%, enquanto que a correção monetária no período foi de 55%. Além disso, foram criados mais de dez encargos que, somados aos tributos já existentes, representam metade do valor da tarifa. As informações foram dadas pelo vice-presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Carlos Spaldin.
Na avaliação dele, foram esses encargos excessivos que resultaram em perda de competitividade do setor. "Pagamos atualmente a segunda maior tarifa de energia do mundo, ficando atrás apenas da Alemanha. Se nada for feito para reverter essa tendência em 2015 teremos um aumento de 34% em comparação aos dias atuais", afirmou.
Spaldin ressaltou, durante a apresentação, que o governo precisa adotar medidas voltadas à redução da carga tributária e criar uma matriz energética competitiva. O Brasil usa na sua matriz 85% de energia elétrica. "Precisamos de uma política energética nacional que proteja o consumidor e que amplie a competitividade das empresas."
Agência CNI
