Adiamento das reformas tributária e previdenciária atrapalha o crescimento

 

Brasília, 23/10/2007 – A falta de consenso entre todos os segmentos envolvidos deverá arrastar ainda por um longo tempo a discussão sobre as reformas tributária e previdenciária. Isso atrapalhará a competitividade do Brasil, avalia o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Jorge Lins Freire. Ele coordenou a sessão temática sobre o assunto hoje, último dia do 2º Encontro Nacional da Indústria.

Os debates que seguiram às apresentações dos economistas Flávio Castelo Branco e Mário Sérgio Carraro Telles, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e José Roberto Afonso, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mostraram que é preciso aprofundar o debate sobre o tema. "O papel da CNI é propor um diálogo muito próximo com o Congresso e entre os próprios industriais. Os debates da sessão temática evidenciaram que, mesmo resolvidos os problemas macros, haverá obstáculos a serem superados na questão micro porque cada segmento envolvido tem os seus interesses."

Para Freire, o consenso só virá com um pacto federativo, em que todos – União, estados e municípios – reconheçam que, acima das necessidades e particularidades de cada um, quem precisa ganhar é o Brasil. "Corremos o risco de ficarmos para trás no BRIC (grupo de países emergentes integrado por Brasil, Rússia, Índia e China), porque as demais nações estão avançando em suas políticas de desenvolvimento, enquanto nós nos arrastamos nessas discussões e perdemos fôlego para crescer", alertou.

 

 

 

 

Agência CNI