Desenvolvimento depende de investimentos em educação

 

Brasília, 17/10/2007  Dos 7,8 milhões de trabalhadores empregados na indústria brasileira, 61% não têm educação básica completa. Outros 2,4 milhões não completaram ensino fundamental. Os números impressionam e mostram a realidade da educação no país. “É um imperativo histórico e ético para a sociedade brasileira a necessidade de garantir para toda a população educação de qualidade em todos os níveis. O desenvolvimento sustentável depende da formação de recursos humanos”, disse o diretor-superintendente do Serviço Social da Indústria (SESI), Antonio Carlos Brito Maciel, durante a abertura do 5º Telecongresso Internacional de Educação.

Promovido pelo SESI em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Universidade de Brasília (UnB), o 5º Telecongresso reúne mais de 8 mil educadores de todo país, além de especialistas internacionais na área. “A educação é a chave para muitas questões com as quais se deparam diariamente empresas, escolas, universidade, governos, cidadãos, entre outros”, afirmou Maciel.

Com o tema Educação, Competitividade e Desenvolvimento, o evento é um dos maiores fóruns de debate da área. Segundo Maciel, o Telecongresso se tornou referência no país, porque tem o poder de disseminar conhecimento e informação. “É preciso discutir formas de melhorar esse processo de aprendizagem, que não se esgota na escola, continua no trabalho, no convívio familiar e demanda novas competências profissionais e humanas”, ressaltou.

Maciel destacou ainda o compromisso da instituição e seus parceiros com a educação de qualidade. Em todo país, a rede SESI de educação atende mais de 700 mil alunos trabalhadores. Nas escolas, oferece educação básica para ensino infantil e médio a 212 mil crianças e adolescentes. “Nossos desafios, como maior rede de educação privada, são a elevação constante da escolaridade dos trabalhadores, a promoção da cultura empreendedora, a responsabilidade social, a ecossustentabilidade e o exercício da cidadania.”

De acordo com o assessor especial da Unesco no Brasil, Célio da Cunha, que também participou da abertura do Telecongresso, a qualidade na educação vem sendo trabalhada em escala mundial, uma vez que repercute no desenvolvimento sustentável dos países. “A visão da necessidade de promover o desenvolvimento humano é global, e pretende impulsionar o desenvolvimento econômico”, afirmou Cunha.

Ele lembrou que, paralelo ao Telecongresso, ocorre a 33ª reunião da Conferência Geral da Unesco, que vai até o dia 3 de novembro em Paris. “É interessante essa coincidência porque o tema do Telecongresso, relação entre educação e desenvolvimento, constitui uma das mesas redondas da conferência.”

Disse ainda que a educação fundamental é imprescindível para fomentar o desenvolvimento econômico e a cidadania. “Estamos em condições de fazer novos avanços e dar novos saltos. O SESI tem uma postura exemplar e nesse evento temos a sorte de congregar numa mesma direção três instituições voltadas a ajudar o país a construir cenários cada vez mais justo, eqüitativo e culto.”

A necessidade de realizar mudanças concretas nos diversos níveis de educação foi reforçada pela decana de extensão da UnB Leila Chalub. “Queremos construir uma sociedade diferente, comprometida com o desenvolvimento. Esse caminho pode ser construído com educação profissional. Não queremos um desenvolvimento excludente, mas um que permita a integração”, disse Leila.

Hoje as transmissões do Telecongresso ocorrem de Brasília para todo país. Amanhã, as palestras e conferências serão transmitidas de São Paulo. Ao todo são 105 núcleos que recebem a transmissão, 104 deles estão espalhados pelo Brasil e um instalado em Santiago de Compostela, na Espanha.  As transmissões são feitas pela Infovia da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mais informações sobre o Telecongresso no site http://www.telecongresso.sesi.org.br.

 

 

 

 

Agência CNI