Plebiscito quer opinião da população

 

Brasília, 2/09/2007 – Organizadores do campanha de reestatização da Companhia Vale do Rio Doce, privatizada em 1997, começaram hoje (1º) suas atividades. As entidades vão recolher votos para um plebiscito popular que segue até o dia 7 de setembro, quando ocorrerá a marcha do Grito dos Excluídos, em paralelo às comemorações da independência do país.

No Distrito Federal, as atividades começaram com um curso de formação no Recanto das Emas, cidade-satélite de Brasília. "A nossa previsão inicial era recolher 40 mil votos em Brasília, mas nossa expectativa já está sendo superada por conta de uma boa recepção das comunidades. As pessoas querem participar do destino da nação”, avalia Silvano da Silva, secretário nacional das Pastorais da Juventude do Brasil, vinculadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A entidade é uma das organizadoras do plebiscito, juntamente com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Para mobilizar a população, os movimentos promovem hoje atividades nas cidades do Varjão e Recanto das Emas, próximas a Brasília, e amanhã (2), na Ceilândia, cidade-satélite localizada a 24 quilômetros da capital federal. De acordo com o secretário, cerca de 80 urnas de votação serão distribuídas em faculdades, associações, escolas, centros comerciais e na rodoviária.

“Entendemos que o plebiscito popular é um instrumento que as pessoas podem utilizar para fazer uma formação sobre os principais temas do país e emitir sua opinião. Os plebiscitos estão previstos na Constituição Federal”, disse.

Durante o Desfile da Independência, a expectativa dos organizadores é reunir 2 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios para uma manifestação paralela à parada militar sobre o plebiscito e as reivindicações do 13º Grito dos Excluídos.

O resultado do plebiscito será entregue aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no dia 25 deste mês. Mas a meta é levá-lo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A nossa intenção é entregar para o presidente Lula, mas depende de acerto com agenda dele”, explicou.

Procurada pela Agência Brasil, a Vale do Rio Doce afirmou, por meio de sua assessoria de comunicação, que não vai se manifestar sobre a privatização da empresa. Também não quis se manifestar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pelo Programa Nacional de Desestatização, no qual a Vale foi privatizada.

 

 

 

 

 

Agência Brasil – Carolina Pimentel