Analistas do mercado financeiro melhoram projeção para crescimento da economia

 

Brasília, 13/-8/2007 – Analistas de mercado e de instituições financeiras estão mais otimistas quanto ao desempenho da economia em 2007, e aumentaram de 4,51% para 4,60% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país.

É o que mostra o Boletim Focus, divulgado hoje (13) pelo Banco Central, com resultados da pesquisa que o banco fez na última sexta-feira (10) com uma centena de analistas para "sentir" as tendências do mercado sobre os principais indicadores da economia.

De acordo com a média das projeções, a produção industrial do país melhora dos 4,55% da semana passada para 4,76%, com reflexo direto na equivalência entre dívida líquida do setor público e PIB. A relação dívida/PIB, antes projetada em 43,70% no final do ano, cai para 43,58%.

As projeções de crescimento da economia para 2008 foram mantidas. O crescimento do PIB será mesmo na faixa de 4,30%, a produção industrial vai aumentar 4,50% e a relação dívida/PIB deve terminar o ano que vem na casa de 42%.

O Boletim Focus melhorou de US$ 25 bilhões para US$ 27 bilhões a estimativa de entrada de investimento estrangeiro direto (IED) no setor produtivo, e reduziu de US$ 11,60 bilhões para US$ 11,50 bilhões a projeção de saldo de conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior.

A pesquisa do BC manteve em US$ 43 bilhões o cálculo para o saldo da balança comercial (exportações menos importações) deste ano; abaixo, portanto, do saldo recorde do ano anterior, que foi de US$ 44,077 bilhões. A expectativa é de queda mais acentuada em 2008, com saldo comercial em torno de US$ 37 bilhões e saldo de conta corrente de US$ 5 bilhões.

São projeções baseadas em um cenário de mercado no qual a cotação do dólar norte-americano cai de R$ 1,87 para R$ 1,85 no final deste ano e mantém prognóstico de R$ 1,95 para o encerramento de 2008. Também mantém a expectativa de taxa básica de juros (Selic) de 10,75% no fim de 2007, e de 9,75% no final de 2008.

 

 

 

 

Agência Brasil – Stênio Ribeiro