Brasília, 26/07/2007 – A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) traz previsões otimistas para o desempenho da balança comercial este ano. O documento afirma que, mesmo com o fortalecimento do real frente ao dólar, a balança apresenta "desempenho robusto", com as exportações se mostrando mais intensas do que era previsto anteriormente tanto pelo governo quanto pelos analistas de mercado.
No primeiro semestre, o Brasil exportou US$ 73,2 bilhões e importou US$ 52,6 bilhões. "Na margem, as importações crescem em ritmo mais acelerado do que as exportações, em função tanto do maior nível de atividade como do fortalecimento do real, o que sinaliza um processo saudável de ajustamento da balança comercial".
A possiblidade elevação da taxa de juros americana é acompanhada pela autoridade monetária (Banco Central) por causa do risco de investimentos feitos aqui no Brasil, atraídos pelas nossas taxas – ainda elevadas – serem transferidos para lá, o que poderia frear a trajetória de redução da Selic. A ata mostra que a posição do Copom é de que não se pode descartar por completo o risco de novas elevações de taxas de juros nos Estados Unidos.
"Da mesma forma, não se pode descartar a possibilidade de desaceleração mais forte do que o esperado da economia dos EUA, particularmente se os efeitos das dificuldades no setor imobiliário sobre instituições financeiras e o consumo das famílias se mostrarem mais intensos e generalizados", alerta o texto.
"A manutenção de taxas de crescimento em níveis historicamente elevados em diversas regiões tem levado ao aumento das pressões inflacionárias, notadamente, mas não exclusivamente, no caso de matérias-primas e alimentos, ensejando respostas de política monetária por parte de um número importante de bancos centrais", diz o texto.
Agência Brasil – Edla Lula
