São Paulo, 25/07/2007 – Segundo o levantamento mensal feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), com ajuste sazonal – procedimento que permite desconsiderar oscilações características de alguns períodos –, o nível de atividade da indústria paulista, em junho, registrou queda de 0,3%, em comparação a maio. Sem o ajuste sazonal, o INA ficou em –3%. Na comparação com o mesmo mês de 2006, o resultado foi de 3,1%, sem ajuste.
Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da FIESP, a interpretação do mês de junho não representa qualquer sinal de alerta. “O resultado obtido é coerente com o dos meses anteriores e próximo de zero; o que não significa um passo nem para o bem nem para o mal. Há uma melhora relativa, se tomarmos como referência os resultados do ano passado, mas ainda estamos muito aquém do desempenho dos demais emergentes e de nossas necessidades”, disse.
Enquanto o INA cresce à taxa de 3,5% nos últimos 12 meses, as importações crescem à taxa de 27%. Esta diferença de desempenho é explicada pela excessiva valorização do câmbio.
Para Boris Tabacof, diretor do Departamento de Economia do CIESP, o resultado não caracteriza que o índice está numa curva. “Se considerarmos que o comportamento da indústria vem apresentando níveis crescentes, há uma pequena queda, mas que não representa nenhuma tendência de reversão do crescimento”, disse. A expectativa dele é que, se houver crescimento mensal de 1% sem ajuste sazonal no segundo semestre, o INA deverá fechar o ano com 4,5%.
O setor de Máquinas e Equipamentos teve maior crescimento que o INA em junho. Em relação a maio deste ano, o crescimento foi de 1,2% com ajuste sazonal, e, se comparado no primeiro semestre deste ano com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 10,5%. Os setores de Móveis e Indústrias Diversas e o de Veículos Automotores registraram queda. Com ajuste sazonal, no setor de Móveis e Indústrias Diversas, a baixa foi de -1,8% e, no setor de Veículos Automotores, a queda foi de -0,3%.
Agência CNI
