Preços ao consumidor têm aumento médio de 0,42% em junho

 

Rio de Janeiro, 2/07/2007 – Os preços ao consumidor tiveram aumento médio de 0,42% no mês de junho. A taxa apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) é 0,02 ponto percentual superior à registrada na semana anterior (0,40%).

Dados divulgados hoje (2) pela Fundação Getúlio Vargas mostram que os alimentos subiram 1,02%, após terem avançado 0,86% no último levantamento, e contribuíram para a aceleração. Em movimento oposto, o grupo habitação recuou de 0,41% para 0,29% e conteve a elevação.

Para o coordenador do IPC Brasil, André Braz, o resultado aponta pra uma inflação que segue um "ritmo comportado".

"Esse IPC-S foi pressionado por itens com ação sazonal, cujo aumento já é esperado em algumas épocas do ano. Ainda que venha um pouco acima do que normalmente se vê, como no caso dos laticínios, teve uma boa explicação, aconteceu mais por um capricho da natureza do que pela demanda. A inflação está controlada e não há porque imaginar que ela vá subir muito nos próximos meses", afirmou.

Entre os alimentos, o destaque ficou com o item laticínios, que avançou 7,45% ante alta de 6,19% no último levantamento. De acordo com o coordenador do IPC Brasil, esse movimento pode ser explicado pelo aumento da demanda no mercado externo motivado pelo desequilíbrio na oferta de leite por países que abastecem o mercado europeu, como Austrália e Nova Zelândia; pela aproximação da entressafra do produto no Brasil, que foi ameaçada por um período de seca intensa, e um aumento da demanda também no mercado interno. Ele acredita, no entanto, que a partir de setembro, a situação já seja estabilizada.

"Todos esses fatores conjugados fizeram com que o leite tivessem uma alta pouco acima da média dos últimos anos. Mas isso não deve impactar a inflação anual. A partir de setembro, com a ajuda do clima e o aumento das chuvas que melhoram o pasto, é possível que a oferta se normalize e os preços apresentem decréscimo", explicou.

Ainda no grupo Alimentação, houve aceleração nos preços das frutas (-0,36% para 1,58%) e aves e ovos (0,99% para 1,60%).

Também foram verificadas altas em outros três grupos: Vestuário (0,27% para 0,53%), com destaque para calçados, que passaram de 0,25% para 0,85%; Educação, Leitura e Recreação (0,19% para 0,41%), principalmente em passagens aéreas, que avançaram de 7,63% para 9,03%; e Despesas Diversas (0,24% para 0,34%), como cigarros, cujos preços tiveram alta de 0,80% ante taxa de 0,79%.

Além de Habitação, cujo destaque foi observado em artigos de conservação e reparo (0,58% para 0,17%), também houve recuo nos preços de Saúde e Cuidados Pessoais (0,40% para 0,26%), principalmente em artigos de higiene e cuidados pessoais, que passou de 0,79% para 0,44%).

De acordo com a FGV, a leve desaceleração nos preços de Transportes (-0,36% para -0,37%) não causou impacto significativo sobre o resultado do IPC-S.

O IPC-S é calculado semanalmente pela Fundação Getúlio Vargas com base na variação dos preços ao consumidor nos trinta dias anteriores ao fechamento do índice. A taxa divulgada hoje considerou os preços praticados entre 1º e 30.

 

 

 

 

 

Agência Brasil – Thaís Leitão