Banco Central reafirma cenário favorável para controle da inflação e crescimento do país

 

Brasília, 28/06/2007 – A perspectiva para o controle da inflação nos próximos trimestres continua favorável, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado há pouco pelo Banco Central na internet. O documento menciona também que o "cenário benigno" para a estabilidade de preços possibilita que os agentes econômicos tomem decisões com planejamento de longo alcance, em horizonte mais distante.

O relatório ratifica o "cenário constante", expresso nos documentos anteriores, e ressalta que o ritmo de crescimento da economia brasileira deve se acelerar neste ano, por causa do fortalecimento do mercado de trabalho, do crescimento da renda real, do aumento das intenções de investimento e da ampliação do crédito.

Para o BC, a esses fatores deve-se somar também o estímulo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que já começa a produzir efeitos e levou à revisão de 4,1% para 4,7% a expectativa de crescimento da economia no ano.

O documento projeta inflação em torno de 3,50% em 2007, contra estimativa de 3,8% no relatório de março, e cita as pesquisas junto a analistas de mercado e de instituições financeiras, que estimam Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,60%. Lembra, ainda, que a inflação do ano passado fechou em 3,14% e no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em maio está em 3,18%.

A diretoria do BC avalia que "a melhoria do ambiente macroeconômico é a principal contribuição que a política monetária pode oferecer para o desenvolvimento sustentável da economia". Nesse particular, a estabilidade de preços é fator preponderante, e tudo leva a crer que essa estabilidade não será ameaçada tão cedo, uma vez que há menos incerteza macroeconômica, com queda da vulnerabilidade externa, de acordo com o relatório.

O BC ressalta que a recente variação da inflação, levemente acima das projeções, deveu-se essencialmente à alta de algumas commodities (produtos com cotação mundial) no mercado internacional, como soja, arroz, carne bovina, fertilizantes e alguns metais. Movimento que provoca oscilações de preços na oferta doméstica, com impacto inicial no mercado atacadista, e também contribui para fortalecimento do real frente ao dólar.

 

 

 

 

Agência Brasil – Stênio Ribeiro