Medida da Camex evita “concorrência desleal” da China, afirma CUT

 

Brasília, 25/04/2007 – A decisão, aprovada hoje (25) pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), aumentando a tarifa de importações de calçados e de confecções de 20% para 35%, é vista de maneira positiva pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Na avaliação do presidente da CUT, Artur Henrique, a decisão da Camex pode “minimizar os efeitos sentidos pelo setor nos últimos meses”, além de “controlar a concorrência desleal” de países como a China.

"Não dá pra competir com China. Eles utilizam mão de obra barata, muitas vezes escrava e infantil. Os produtos chegam ao país com um preço baixissímo, prejudicando a venda dos produtos fabricados aqui", explicou o presidente da CUT em entrevista à Agência Brasil. "Acreditamos que essa medida da Camex pode ajudar a superar essa crise do setor e ainda gerar mais empregos, para retomarmos os postos de trabalho perdidos nos últimos anos".

A medida engloba a compra de produtos do setor de confecções e calçados de qualquer país. A decisão de aumentar a tarifa foi adotada em reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da qual participaram, além do ministro Miguel Jorge e do diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Paulo Vieira da Cunha, os ministros da Fazenda, Guido Mantega; do Planejamento, Paulo Bernardo; da Casa Civil, Dilma Rousseff; da Agricultura, Reinhold Stephanes; e do Desenvolvimento Agrário (interino), Marcelo Cardona.

A medida só entrará em vigor depois de ser aprovada pelo Conselho de Ministros do Mercosul, a se realizar no final de maio.

 

 

 

 

Agência Brasil – Juliane Sacerdote