Brasília, 16/04/2007 – O crescimento da economia, neste ano, deve ser de 4%, e não mais de 3,90% projetados na semana anterior pelos analistas de mercado e de instituições financeiras ouvidos pelo Banco Central na última sexta-feira. De acordo com a pesquisa, divulgada no Boletim Focus de hoje (16), a perspectiva de aumento do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país, entra em linha com as projeções oficiais.
A melhora é resultado direto das alterações recentes que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fez nos critérios de medição do PIB no país. Em conseqüência, a relação entre dívida líquida do setor público e PIB caiu dos 46,50% projetados para o ano, na pesquisa da semana passada, para 43,90%; e a perspectiva para o final do ano que vem, que era de 44%, desceu para 42%.
O Boletim Focus aponta, também, para aumento da projeção anual do saldo comercial (exportações menos importações). A estimativa anterior, de US$ 39,7 bilhões, passou para US$ 40 bilhões neste ano, com expectativa de US$ 36 bilhões em 2008. Com isso, a projeção para o saldo de conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior, cresce de US$ 8,35 bilhões para US$ 8,5 bilhões em 2007.
Como os indicadores de mercado estão favoráveis e a inflação continua sob controle, com todas as projeções indicando reajuste acumulado no ano abaixo do centro da meta de 4,5%, tanto no varejo quanto no atacado, os analistas de mercado estão mais otimistas quanto à redução da taxa básica de juros (Selic). Eles diminuíram a projeção anterior, de 11,50% para 11,25%, mas mantiveram a perspectiva de 10,50% no final de 2008.
De modo geral, eles acreditam que a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), amanhã (17) e depois (18), vai manter a tendência de redução de 0,25 ponto percentual das últimas reuniões, com redução da taxa atual, de 12,75%, para 12,50%. Como estão agendadas mais cinco reuniões no ano, eles calculam que se não houver alterações na “calibragem” da política monetária, a taxa Selic chegará ao final do ano em 11,25%.
Agência Brasil – Stênio Ribeiro
