Brasília, 7/03/2007 – A diversificação de mercados – uma das prioridades da política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – se reflete na balança comercial brasileira desde 2003. Os Estados Unidos ainda são o principal parceiro comercial do Brasil, mas outros países, especialmente de regiões não-tradicionais, tiveram aumento significativo na balança comercial brasileira.
No primeiro ano do governo Lula, o intercâmbio comercial entre Brasil e Estados Unidos – principal parceiro comercial do país – ficou em US$ 26,25 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 7,12 bilhões. No ano anterior, a corrente de comércio havia totalizado US$ 25,63 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,06 bilhões para o Brasil. As exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 8,72% em 2003, mas as vendas para Argentina e China aumentaram muito mais: 94,77% e 79,83%, respectivamente.
Em 2005, houve crescimento de vendas de produtos brasileiros para todas as regiões econômicas, mas o destaque ficou por conta de regiões não-tradicionais como Europa Oriental (alta de 55,8%), África (41,4%), grupo de países da Associação Latino-Americana de Integração (mais 27,5%, excluindo o Mercosul) e Ásia (aumento de 16,7%).
As vendas para a Letônia, por exemplo, embora representem apenas US$ 44,1 milhões, cresceram 260,4% em 2006. Para Belarus, a alta foi de 177,5%, totalizando US$ 12,8 milhões. Outras altas significativas foram para Turcomenistão (112,6%), Vietnã (109,3%), Sri Lanka (102,4%), Bangladesh (83,8%) e Angola (60,8%).
Agência Brasil – Mylena Fiori
