Rio de Janeiro, 13/02/2007 – A concorrência de produtos importados, que entraram no mercado nacional em função da valorização do real frente ao dólar, impediu que o emprego na indústria apresentasse melhores resultados em 2006.
A avaliação é da economista Denise Cordovil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada hoje (13) pela entidade, o nível de emprego parou de crescer em 2006, após evolução de 1,1% em 2005 e 1,8% em 2004.
Os setores que mais prejudicaram o resultado de 2006 foram calçados e artigos de couro (-13,0%), máquinas e equipamentos (-6,3%) e vestuário (-5,4%). “A valorização do câmbio fez com que esses setores não tivessem um bom desempenho na produção e conseqüentemente o reflexo foi sentido no número de empregos”, explicou a economista.
Por outro lado, os setores de alimentos e bebidas (8,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (14,0%) foram os que mais contribuíram para a criação de postos de trabalho.
“Esses setores que tiveram bom desempenho são pouco intensivos em mão de obra, são pouco empregadores, por isso o resultado observado neles não foi suficiente para superar as perdas nos setores como calçados e vestuário, por exemplo”, explicou Denise Cordovil.
Agência Brasil – Thaís Leitão
