Balança supera metas e atinge resultados históricos em 2006

 

Brasília, 3/01/20007 – Mesmo com a valorização do real frente ao dólar, os números da balança comercial, no ano passado, atingiram recordes históricos em todas as variantes. As vendas externas, por exemplo, chegaram a US$ 137,471 bilhões. As compras do mercado internacional alcançaram US$ 91,394 bilhões, resultando num saldo positivo (exportação menos importação) de US$ 46,077. bilhões. “Esses resultados nunca haviam sido alcançados e superaram as metas estabelecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para 2006”, ressaltou o ministro interino do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho.

Para o ano passado, a expectativa era de exportações em US$ 135 bilhões e as importações em US$ 91 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 44 bilhões. Com o resultado consolidado, as vendas para o mercado externo ficaram 16,2 % maiores que no mesmo período de 2005, enquanto as compras internacionais superaram as de 2005 em 24,2%.

Do lado das exportações, o grande destaque de 2006 foram os manufaturados, produtos com alto valor agregado, cujo crescimento de 15,6% sobre o mesmo período de 2005 deveu-se ao aumento das quantidades embarcadas e não à elevação dos preços internacionais. Nesta categoria, destaque para automóveis (US$ 4,5 bilhões), aviões (US$ 3,2 bilhões) e autopeças (US$ 2,9 bilhões). Com este bom desempenho, as manufaturas já respondem por 54,3% da pauta de exportação brasileira.

Já os básicos e os semimanufaturados, no ano passado em comparação com 2005, tiveram crescimentos de 16,9% e 23,3%, respectivamente, influenciados pelo aumento dos preços externos. Minério de ferro (+23,6%), petróleo em bruto (+66,9%) e soja em grão (+6,8 %) foram os principais produtos básicos exportados. No caso das semimanufaturas destaque para açúcar em bruto (+66,5%), celulose (+22,9%) e semimanufaturas de ferro/aço (+0,8%).Por segmento, o de material de transporte, com US$ 20,4 biIhões e participação na pauta de 14,9%, foi o principal setor exportador do ano passado, seguido de produtos metalúrgicos (US$ 14,6 bilhões e participação de 10,7%) e petróleo e derivados (US$ 13 bilhões e participação de 9,5%). O ministro interino ponderou que alguns setores, como de calçados e madeiras tiveram problemas com a valorização do real frente ao dólar e, por este motivo, apresentaram quedas de 0,3% e 3,3%, respectivamente.

Por mercados de destino, o aumento para regiões não tradicionais como Europa Oriental (+17,9%), África (+26%) e Ásia (+13,4%) mostram que a diversificação de mercados teve prosseguimento em 2006, tornando-se um fator importante para a alta das exportações no ano passado. Os principais países de destino dos produtos brasileiros foram Estados Unidos (US$ 24,7 bilhões), Argentina (US$ 11,7 bilhões) e China (US$ 8,4 bilhões). “É importante que mantenhamos este processo de diversificação dando consistência aos números recordes atingidos até hoje”, afirmou.

No caso das importações, todas as categorias de produtos obtiveram crescimentos em 2006: bens de capital (+23,9%), bens de consumo (+42,6%), combustíveis e lubrificantes (+28,2%) e matérias-primas e intermediários (+20,8%). Segundo Ramalho, os aumentos constatados nas compras internacionais são positivos e estão vinculadas a produção industrial e à modernização da indústria brasileira.

Com estes resultados recordes, a corrente de comércio brasileira (exportação + importação) atingiu um novo patamar de US$ 228 bilhões em 2006, valor 19,3% superior aos US$ 191 bilhões de 2005.

Dezembro

O mês de dezembro também fechou com bons resultados. Após 20 dias úteis, o saldo na balança comercial registrou US$ 5,012 bilhões, valor superado apenas pelo mês de julho de 2006, que contabilizou US$ 5,658 bilhões. Em dezembro, as exportações chegaram à casa de US$ 12,235 bilhões, cifra recorde para meses de dezembro, enquanto as importações totalizaram US$ 7,223 bilhões, resultado também recorde para o mesmo período. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), tanto as vendas externas como as compras apresentaram crescimento, de 23,5% e 21%, respectivamente, na comparação com dezembro de 2005.

Em relação às categorias de produtos exportados, destaque para os produtos industrializados cujas médias das manufaturas e semimanufaturas, de US$ 347 milhões e US$ 94 milhões, respectivamente, foram recordes para meses de dezembro. No caso dos produtos manufaturados, o bom desempenho (+22,4%) justifica-se pelas exportações de açúcar refinado (+166%), polímeros de plástico (+136%) e óleos combustíveis (+112%). No caso dos semimanufaturados, o crescimento foi de 38,5% em razão das vendas externas de açúcar em bruto, semimanufaturas de ferro/aço e couro e peles.

Nas importações, houve crescimento em três categorias de produtos comparando-se com dezembro de 2005: bens de consumo (+49.7%), matérias primas e bens intermediários (+24,7%), bens de capital (23,6%). Somente combustíveis e lubrificantes apresentaram queda de 13,7% devido à redução nos gastos com petróleo.

 

 

 

 

 

 

 

MDIC