População acha que ação social deve ser prioridade do governo, revela pesquisa CNI-Ibope

Brasília, 18/12/2006 – Os brasileiros consideram que as ações na área social devem ser prioridades no segundo mandato do presidente Lula. É o mostra a pesquisa CNI-Ibope divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados consideram que a área da saúde deve ganhar prioridade no segundo mandato. Em março de 2003, primeira rodada da pesquisa no governo Lula, esse índice era de 27%.

O combate ao desemprego, que em março de 2003 figurava no topo do ranking das prioridades, aparece agora em segundo lugar, com 39% das respostas. A população também considera que a área da educação deve estar entre as principais ações do governo. Entre os entrevistados, 26% consideram a educação a terceira prioridade do governo. Há quatro anos, a área aparecia em quinto lugar, com 15%.

Em terceiro lugar, aparece também o combate à violência, com 26% das respostas. A maior queda foi registrada nos itens combate à fome e à pobreza, que ficou em quarto lugar, com 16% das opiniões. Há quatro anos, o percentual era de 34%.

Levando-se em consideração a análise por regiões, o ranking apresenta mudanças. Para os entrevistados das regiões Sul e Sudeste, a ação prioritária deve ser o combate à corrupção, com 37% e 32% respectivamente. Nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, 63% dos entrevistados consideram a segurança pública prioritária.

A pesquisa mostra ainda a percepção dos entrevistados sobre política e revela que 48% acompanham, em conversas com amigos, os temas dessa área. Além disso, aponta que a maioria dos entrevistados não atua em associações ou entidades. Dos entrevistados, 86% não participam de associações de moradores e 81% não são integrantes de associações profissional ou sindical. Em relação ao voto como instrumento de mudança,  51% dos entrevistados acreditam que o voto pode melhorar a vida das pessoas. Outros 47% pensam que o voto não interfere na vida.

Com relação à reforma política a pesquisa mostra que a maioria dos entrevistados, 54%, é contrária ao voto obrigatório,  mas 56% compareceriam às urnas se o sufrágio fosse facultativo.  A maioria, 77% dos entrevistados, desaprova o financiamento público das campanhas  e 52% se mostraram favoráveis à fidelidade partidária. A maioria 58% da população é favorável à reeleiçã e 38% são contrários.

A pesquisa CNI-Ibope foi feita entre 7 e 10 de dezembro com 2.002 eleitores em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%.

 

 

 

 

 

Agência CNI