Brasil deve buscar acordo mais abrangente com Estados Unidos, sugerem empresários

São Paulo, 5/12/2006 – Será que não está na hora de Brasil e Estados Unidos terem um acordo bilateral mais abrangente? Essa foi a indagação do presidente da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Alexandre Silva, na abertura da 25ª Reunião Plenária do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (CEBEU). O encontro, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ocorre na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

"Ouvimos recentemente do novo embaixador brasileiro em Washington, Antonio Patriota, de que o relacionamento entre os dois países nunca foi tão bom. Os dois países são grandes parceiros comerciais e estamos discutindo questões importantes, como o Sistema Geral de Preferências (SGP). Além disso, queremos discutir um possível acordo para evitar a bitributação no comércio bilateral. Será que não está na hora de um acordo mais abrangente", questionou Silva, que foi aplaudido pela platéia de empresários.

Ele lembrou que no encontro de hoje serão levantadas sugestões de como se evitar o pagamento duplo de impostos nas relações comerciais entre os dois países. "Isso seria de profunda importância para a competitividade das empresas brasileiras."

O presidente da Fiesp e primeiro vice-presidente da CNI, Paulo Skaf, quer a retomada das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e a manutenção e aprimoramento do Sistema Geral de Preferências (SGP). Além disso, Skaf defendeu que as relações do Brasil com os Estados Unidos sejam priorizadas no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos primeiros quatro anos, Lula manteve uma política internacional de descentralização, buscando novos parceiros comerciais.

"As relações com os Estados Unidos devem ser priorizadas", afirmou Skaf, na reunião do CEBEU. "Não há dúvidas de que o Brasil tem de ter relações comerciais com outros países, mas o nosso grande parceiro, com economia mais dinâmica, são os Estados Unidos", disse o empresário.

 

 

 

Agência CNI