Empresários defendem agenda que fortaleça relações entre Brasil e Estados Unidos

São Paulo, 5/12/2006 – O presidente da Seção Brasileira do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (CEBEU), Henrique Rzezinski, defendeu hoje que os dois países adotem uma agenda conjunta, ambiciosa e pragmática. Essa agenda deve considerar a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), a cooperação na área de energia renovável, principalmente na produção e utilização em escala mundial do etanol, e também o fortalecimento das democracias sul-americanas. Rzezinski participa da 25ª Reunião Plenária do CEBEU, promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ele lembrou que as relações entre Brasil e Estados Unidos se diversificaram e cresceram ao longo de décadas, mas   perderam visibilidade nos últimos anos, causando inclusive a falsa impressão, quando da suspensão das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e das divergências de ambos nos foros de negociações internacionais (principalmente na própria OMC), de que não havia interlocução entre os dois países. "Por isso tudo, temos de ter um debate permanente e estratégico, abrangente, uma agenda ao mesmo tempo ambiciosa e pragmática", afirmou.

Rzezinski disse que o Brasil precisa reconhecer a importância diferenciada que os Estados Unidos têm para a economia nacional. Deve adotar postura que aumente os benefícios dessa relação e aprofundar os mecanismos de cooperação. "Temos pontos estratégicos nessa agenda, áreas de cooperação que devem ser aprofundadas, nas quais os dois países têm interesses comuns", disse. Ele citou, entre outros pontos, a reforma da OMC, o aumento na pesquisa e desenvolvimento da produção de energia renovável, principalmente o etanol, em que os dois países são líderes mundiais em produção e consumo, e a liderança na consolidação das democracias da América do Sul, incluindo o combate ao narcotráfico e à pirataria.

"A discussão da reforma da OMC ganhou força depois do fracasso do encontro de ministros em Seattle (EUA). E ao longo da Rodada Doha, o Brasil consolidou sua posição de liderança. Os Estados Unidos têm também fortes interesses nessa reforma", afirmou.

Quanto à cooperação energética, Rzezinski disse que os dois países têm grandes interesses em consolidar o etanol como uma commoditie mundial. "Isso depende da criação de padrões internacionais que podem ser definidos a partir do entendimento entre Brasil e Estados Unidos."

 

 

 

Agência CNI