O relatório Tendências Mundiais do Emprego Juvenil 2006 afirma que há no mundo 1,1 bilhão de jovens entre 15 e 24 anos. Destes, um em cada três estão buscando trabalho sem êxito, abandonaram a busca ou estão empregados, mas ganham menos de US$ 2 por dia.
Pesquisas indicam que a população juvenil cresceu 13,2% entre 1995 e 2005, mas a quantidade de empregos aumentou somente 3,8%. De acordo com o estudo, a possibilidade de um jovem ficar desempregado é o triplo da possibilidade de um adulto.
A OIT estima que sejam necessários 400 milhões de empregos em todo o mundo para aproveitar o potencial da juventude. “A juventude ociosa custa muito”, diz o relatório, afirmando que a impossibilidade de encontrar emprego gera nos jovens sensação de vulnerabilidade e inutilidade.
Segundo o diretor-adjunto da OIT no Brasil, José Carlos Ferreira, ao enfrentar o mercado de trabalho, o jovem sofre três tipos de resistência: resistência em função do nível educacional baixo, falta de formação técnica exigida pelo mercado e baixo nível social. “É fundamental que esses jovens tenham um apoio, uma mão que lhes seja estendida para conseguir o primeiro emprego. Quanto mais difícil a situação social do jovem, mais difícil a sua inserção no mercado de trabalho”, disse.
A taxa de desemprego mais elevada foi encontrada na região do Oriente Médio e África do Norte, com 25,7%. A Europa Central e o Leste Europeu (fora da União Européia) e a Comunidade Européia têm a segunda maior taxa, 19,9%. A África subsaariana apresentou 18,1% de desemprego juvenil, seguida pela América Latina e Caribe, com 16,6%.
A região das economias industrializadas e a União Européia foram as únicas que apresentaram queda no desemprego juvenil nos últimos dez anos, fator atribuído à menor participação dos jovens na força de trabalho. Apesar disso, a pobreza persiste em cerca de 56% dos jovens trabalhadores no mundo.
Agência Brasil – Irene Lobo
