Ministro da Defesa do Japão diz não ser necessário enviar Forças de Autodefesa por causa dos ataques a petroleiros

O ministro da Defesa do Japão, Takeshi Iwaya, disse que o governo não tem planos de enviar membros da Força de Autodefesa em resposta aos ataques a petroleiros no Golfo de Omã.

Dois navios deste tipo foram atacados na quinta-feira perto do Estreito de Ormuz. Uma das embarcações é operada por uma empresa de transporte marítimo baseada em Tóquio. Todos os membros da tripulação conseguiram escapar ilesos, e nenhum deles é japonês.

Na sexta-feira Iwaya disse à imprensa que a situação atual não apresenta as condições necessárias para que o Japão possa exercer seu direito de autodefesa coletiva.

Há cinco anos, o governo havia mudado a interpretação da Constituição permitindo o uso limitado deste direito desde que a sobrevivência do país esteja ameaçada, com base em três condições predeterminadas.

Segundo Iwaya, uma ameaça à sobrevivência do Japão significa que as vidas, a liberdade e o direito de buscar a felicidade de seus cidadãos estariam completamente comprometidos. Ele disse que o governo concluiu que não há razões para enviar as Forças de Autodefesa desta vez.

Ele observou ainda não estar claro quem atacou os petroleiros nem que tipo de armas foram usadas.

Segundo Iwaya, o governo poderia tomar uma decisão diferente se as vidas de vários cidadãos japoneses estivessem em risco numa situação parecida. (da NHK World Japan)

Foto: NHK World Japan