A NHK apurou a existência de cinco nomes que não foram escolhidos para representar a próxima era imperial do Japão.
Na segunda-feira, o governo anunciou que a próxima era, prevista para ter início no dia 1º de maio, quando o príncipe herdeiro Naruhito subirá ao trono, vai ser conhecida como "Reiwa".
Segundo fontes, os nomes "Eiko", "Kyuka", "Koshi", "Banna" e "Banpo" também foram levados em consideração.
O governo selecionou-os através de sugestões feitas por especialistas. Após um painel especial e os presidentes de ambas as Câmaras do Parlamento terem discutido as opções, na segunda-feira, o governo optou por "Reiwa" em uma reunião do Gabinete.
Os seis candidatos haviam sido selecionados porque seus ideogramas chineses eram fáceis de serem lidos e escritos – um critério levado em conta no nome de eras imperiais.
"Eiko" foi retirado da literatura clássica japonesa, ao passo que "Koshi" é derivado de clássicos japoneses e chineses. São eles: "As Crônicas do Japão" e "O Clássico da Poesia", que constam em "Os Quatro Livros e Cinco Clássicos", uma coletânea sobre os ensinamentos básicos de Confúcio.
Clássicos chineses também estão incluídos como fontes de "Kyuka", "Banna" e "Banpo".
O governo afirmou que não vai revelar a identidade de quem propôs o nome "Reiwa", mas acredita-se que se trata do estudioso de literatura japonesa Susumu Nakanishi.
Ele é especializado no "Manyoshu", a antologia de poesia japonesa mais antiga existente e que serviu de fonte para o nome escolhido.
Nakanishi é professor emérito do Centro Internacional de Pesquisa para Estudos Japoneses. (da NHK World Japan)

Foto: NHK World Japan