O Michibiki é a versão japonesa para um sistema de satélites de posicionamento global. Quatro satélites foram lançados entre 2010 e 2017. Três deles realizam uma órbita peculiar que, vista da Terra, se parece com o número oito, sobrevoando os céus do Japão rumo à Austrália. As órbitas foram projetadas para que mais de um satélite esteja sempre sobre os céus do Japão.
Quando satélites operados pelos Estados Unidos são empregados para enviar sinais para um serviço de GPS, este não se encontra disponível de maneira estável. Isso ocorre porque às vezes os sinais de GPS são bloqueados por edifícios nas cidades e por florestas nas regiões montanhosas. Por outro lado, o Michibiki é capaz de transmitir sinais equivalentes aos sinais de satélite de GPS. Trata-se de um efeito equivalente ao de acrescentar um satélite de GPS a mais em torno do zênite, permitindo que o sistema forneça dados de posicionamento precisos e de maneira estável. Além de sistemas de navegação para automóveis e outros, espera-se que o sistema seja aplicado em uma ampla gama de áreas, tais como levantamentos e gestão de desastres.
O Michibiki pode ainda ser empregado em áreas localizadas em uma longitude similar à do Japão, como, por exemplo, partes da Ásia e Oceania. Além disso, o governo planeja expandir seu emprego para uma ampla gama de países. No entanto, muitas nações do mundo desenvolvem seus próprios sistemas de satélites de posicionamento global e a competição no setor está crescendo. Por exemplo: a China posicionou 35 satélites para seu sistema BeiDou, dos quais 17 já se encontram em operação. Ele cobre 30 países na região Ásia-Pacífico. Pequim também tem agido para a construção de infraestrutura terrestre nesses países. Já o Japão estabeleceu uma meta para iniciar operações de um sistema de sete satélites até o ano fiscal de 2023. Há, porém, várias questões que Tóquio precisa lidar em termos de desenvolvimento estratégico internacional. (da NHK World Japan)