Trem-bala: consórcio formado por fundos de pensão negocia com japoneses

A holding Invepar, consórsio formado por fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Econômica Federal) e Petros (Petrobras), além da construtora OAS estão negociando com grupos japoneses a participação no projeto do trem-bala que vai ligar o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas. Coreanos e chineses também são alvo das negociações do grupo.

Representantes do conglomerado irão ao Japão na próxima semana para conhecer o projeto do trem-bala naquele país. Já estiveram na Coréia do Sul e também preparam encontro com empresas chinesas., revelou
o diretor de participações da Previ, Joilson Ferreira.

Em seminário no Rio de Janeiro, Joilson afirmou que “o projeto começa a ser viável”. Segundo ele, “os engenheiros das empresas interessadas estão apresentando alterações no trajeto que reduzem substancialmente o custo da obra, principalmente com redução da necessidade de túneis. Estão avançadas as negociações com o BNDES e com o governo sobre garantia de fluxo mínimo de passageiros, além de novas formas de financiamento”, disse.

Joilson afirmou ainda que a Invepar tem interesse em projetos relacionados à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016, em obras nos aeroportos, trens, metrôs e estradas.

A Invepar, uma companhia fechada, que não negocia na bolsa de valores, é um consórcio que reúne participações dos fundos de pensão e a OAS em transporte e infraestrutura. A holding administra em São Paulo, a Cart (Corredor Raposo Tavares); no Rio, a Linha Amarela e Metrô e, na Bahia, a CLN, estrada que liga Salvador a Sergipe e BA-093, rodovia da região metropolitana de Salvador.