Empresários e representantes da indústria de Brasil e Japão destacaram importância da aprovação de uma nova lei do trabalho para melhora do ambiente de negócios nacional
A modernização das leis do trabalho contribuirá para deixar a economia brasileira mais atrativa para o investimento internacional. Durante as discussões da 20ª Reunião Conjunta do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, em Curitiba, empresários e representantes da indústria do país asiático destacaram o impacto positivo para a melhora do ambiente de negócios ao, por exemplo, aproximar a legislação do Brasil ao que é praticado nos países desenvolvidos.
O cenário econômico atual e a agenda de reformas em discussão no Brasil permearam os debates do primeiro dia do encontro, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com sua congênere japonesa, Keidanren, e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). O evento anual, que se encerra na terça-feira (29), reúne mais de 400 empresários e representantes da indústria de Brasil e Japão para discutir a agenda bilateral econômica.
Ao analisar os desafios enfrentados por empresas japonesas com operações no Brasil, o presidente do Comitê de Relações Institucionais da Câmara de Comércio Brasil-Japão, Satoshi Awaya, destacou que a nova legislação demonstra para investidores que há uma tentativa de se resolver os entraves que serviam de desestímulo a novos investimentos e ampliação de projetos instalados no Brasil. “É um vento que sopra positivamente para as empresas japonesas no Brasil, sinalizando melhores relações entre empresas e entidades sindicais”, afirmou.
Ano de avanços
No debate inicial do encontro, o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes, comparou o cenário doméstico com o de um ano atrás, quando ocorreu a última edição do encontro do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, em Tóquio. Além de medidas de contenção dos gastos públicos (teto de gastos) e a regulamentação da terceirização, a aprovação da Lei nº 13.467/2017 foi apontada como um dos principais avanços na agenda de reformas estruturais. (da Agência CNI, Guilherme Queiroz)

“É um vento que sopra positivamente para as empresas japonesas no Brasil, sinalizando melhores relações entre empresas e entidades sindicais” – Satoshi Awaya (Foto: Agência FIEP)





