(Zoom) Comissão de Intercâmbio realiza palestra com o presidente da Camta

O presidente da Cooperativa Agricola Mista de Tome-Açu (Camta), Alberto Oppata, foi o palestrante do seminário online “ODS da Amazônia – Agrossilvicultura – contribuição da comunidade Nikkei”, realizado pela Comissão de Intercâmbio entre Empresas de Diversos Ramos (Comitê de Intercâmbio Intersetorial), presidido por Nobuhiro Yoshida, na manhã desta quarta-feira (28), das 10h às 11h. Masayuki Eguchi, vice-presidente do comitê, foi o mediador do encontro, que contou com a presença de cerca de 100 participantes. Foi o primeiro evento sob a direção de Yoshida na comissão.

No início, foi apresentado um vídeo institucional, destacando a agrossilvicultura e a agricultura de reflorestamento, e o palestrante Alberto Oppata explicou sobre a prosperidade e riqueza para a história do assentamento de imigrantes japoneses em Tomé-Açu, no nordeste do Pará, a partir de 1929, e do boom do cultivo da pimenta-do-reino. Comentou sobre epidemias de podridão negra dos frutos da pimenta-do-reino, causadas pela alga Cephaleuros virencens no estado; as conquistas do falecido Noboru Sakaguchi, que foi um defensor da agricultura tropical, que levou ao nascimento da agrossilvicultura, inspirada pelo modo de vida simples e rico que se misturava com a natureza selvagem dos moradores das margens do rio; a trajetória da cooperativa, que hoje distribui sua produção para grandes centros comerciais do Brasil e para exportação.

Fundada em 1929 por imigrantes japoneses, a Camta tem verticalizado a produção agroflorestal na região de integração do rio Capim, como atuação focada principalmente no mercado de polpas de frutas. Através da produção com integração, sustentabilidade e mobilização de cooperativas, o trabalho da cooperativa tem sido destaque para a indústria da região.

O presidente Alberto Opatta diz que em 2020 a cooperativa negociou 3.243.162 toneladas de polpas de frutas, além de cacau e pimenta-do-reino, denominados de produtos secos, tipo exportação. Pelo fato de todos os produtos serem escoados por via terrestre, aumenta a necessidade de uma boa infraestrutura viária.

As exportações são escoladas pelo porto de Barcarena, em Vila do Conde, ao passo que para o mercado interno o escoamento é feito pela rodovia PA-256.

Dados da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), mostram que o agronegócio é responsável, em média, por 21% do PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios paraenses, significando uma forte base econômica e importante fonte de geração de postos de trabalho para a população.