O seminário ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) promovido pela JICA e pela Comissão do Meio Ambiente foi realizado em formato online na manhã desta sexta-feira (26), das 9h às 10h30, com 130 participantes, e teve como mediador o vice-presidente do comitê Tetsuhiko Ichikawa.
No início do seminário, Masayuki Eguchi, representante-chefe da no Brasil da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão – Japan International Cooperation Agency), explicou o propósito dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), a diferença dos CRS, a realização de uma sociedade pacífica onde ninguém fica para trás, e os esforços das empresas para alcançar o desenvolvimento sustentável.
Em seguida, o vice-diretor Atsunori Kadoya da JICA abordou sobre os “esforços da JICA nos ODS”, incluindo 17 objetivos, ODS consistindo em 169 metas, exemplos de metas, a situação dos esforços no Japão e no exterior em relação aos ODS e o cumprimento dos ODS no Brasil. A situação dos ODS no Brasil se encontra no 53º lugar no mundo, com taxa de realização de 72,7%. Os desafios incluíram saúde e bem-estar, crescimento econômico e correção da desigualdade. Ele também explicou as respostas do governo japonês e do governo brasileiro e as ações para alcançar os ODS da JICA, citando sete exemplos de parcerias com o setor privado. Na sessão de perguntas e respostas, os esforços da JICA para projetos hídricos e mudanças climáticas visam criar uma cidade onde as pessoas possam continuar a viver. Itens importantes da JICA em relação aos ODS, futuras áreas de interesse. O índice de iniciativa dos ODS da JICA tem contribuído para a agricultura brasileira, por meio do desenvolvimento do Cerrado, desde a década de 1970. Que tipo de contribuições serão feitas na área agrícola no futuro?
Koji Yoshida, presidente do Departamento de Consultoria e Assessoria, explicou as diferenças entre ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa – em inglês, Environmental, Social and Corporate Governance) e ODS, o compromisso do governo brasileiro com o Acordo de Paris, a emissão de títulos verdes (green bonds) e RenovaBio como esforços do governo brasileiro para a ESG, sob o tema “Tendências da ESG brasileiro”. Pensamentos e previsões das empresas japonesas sobre o novo coronavírus, desafios futuros – ESG e mudanças climáticas. Exemplo da abordagem do governo brasileiro para ESG, geração de energia da biomassa e utilização de cinzas da casca de arroz da empresa de beneficiamento Fumacense Alimentos. Aproveitamento da cadeia de suprimentos da Veja Shoes. O negócio amigo da sustentabilidade do Meu Movel de Madeira. Aproveitamento do biocombustível Fleury. A força-tarefa de divulgação de informações financeiras relacionadas ao clima (TCFD – Task Force on Climate-Related Financial Disclosures) da Suzano, para reduzir as emissões de CO2. Gestão/redução de resíduos do Carrefour, logística reversa. Explicação da economia circular para aprimorar a eficiência na criação de produtos e no reaproveitamento de resíduos sólidos. Proteção da vida selvagem e redução de emissão de CO2 da Rumo Logística. Na sessão de perguntas e respostas, medidas contra o desmatamento na Amazônia. A importância dos esforços de SGD (Sistema de Gestão do Desempenho) por PMEs (pequenas e médias empresas) e a definição de carbono neutro foram mencionados.
No discurso de encerramento, Yuichi Akiyama, presidente da Comissão do Meio Ambiente, disse esperar que a maravilhosa apresentação deste seminário co-promovido pelo Comitê de Consultores da JICA, seja útil para atividades corporativas e para oportunidade de negócios futuros. Ele explicou que a Comissão do Meio Ambiente realizará ativamente seminários que serão úteis aos associados.






