A consultora Cristina Panella afirmou, no dia 20 de setembro, durante palestra “Índices de Imagem e Reputação – Questões, Alcances e Limites”, promovida pela Comissão Trabalhista e de Gestão Empresarial”, que, para melhorar a comunicação empresarial é necessário conseguir pensar a partir do parâmetro do outro. “Eu acho fundamental na minha carreira”, disse ela.
“É conseguir pensar praticando o conceito de antropologia, a alteridade. Com o raciocínio, comunicar da melhor forma. Tentar entender o outro, exercitar. Isso é riquíssimo”, afirmou a consultora. Segundo o dicionário “Houaiss”, o significado de “alteridade” vem da natureza ou condição do que é outro, do que é distinto. Mais significado: Ainda, de acordo com “Houaiss”, o termo tem tudo a ver com situação, estado ou qualidade que se constitui através de relações de contraste, distinção, diferença.
A palestra foi realizada no auditório da Câmara, com a presença do presidente do comitê e vice-presidente da entidade, Seiji Ishikawa, diretor de RH da YKK do Brasil ( www.ykk.com.br ), Luiz Rogério Morato, entre outros membros-associados. Cristina Panella enfatizou, em sua fala, o desafio da empresa tanto na comunicação interna como na sua imagem corporativa. A sua fala foi apresentada através de projeção power point.
As ações e estratégias desenvolvidas pelo trabalho sustentado das empresas têm o objetivo de difundir e fortalecer a imagem e reputação das empresas e instituições entre stakeholders. Segundo a consultora, esse objetivo demanda a realização de estudos e pesquisas – com investimentos específicos – que subsidiem o planejamento da comunicação corporativa como um todo. Para isso, diz a consultora, os trabalhos produzidos – concretizados em indicadores e índices – devem ter um duplo objetivo: (i) alicerçar o trabalho das equipes de comunicação corporativa fornecendo um sólido diagnóstico da questão entre os públicos de interesse; (ii) contribuir para a mensuração do trabalho desenvolvido, tanto do ponto de vista das metas quanto dos procedimentos.
No entanto, a consultora explica que o trabalho técnico não pode, em nenhum momento, dissociar-se dos objetivos empresariais. “Não existe ferramenta sem artesão. A dissociação entre o diagnóstico e a mensuração dos resultados, propiciada pela especialização e segmentação do trabalho de desenvolvimento de índices explica, ao menos em parte, a relativização das medidas obtidas que, obtidas mediante o uso de técnicas variadas, selecionadas caso a caso contribuem para a dispersão de medidas que impedem que os valores obtidos sejam utilizados como um parâmetro-resumo que permita monitorar continuamente a imagem e, ao longo do tempo, a reputação, além de serem integrados aos instrumentos de aferição de valor e desempenho, usualmente utilizados (tais como o Balanced Scorecard)”, diz.
Profissional com experiência nacional e internacional na área de consultoria de comunicação, marketing, pesquisa de imagem, mercado e de opinião, a consultora Cristina Panella é presidente da CDN Estudos & Pesquisa ( www.cdn.com.br ), doutora em Sociologia com ênfase em Comunicação pela Ecole des Hautes Etudes em Sciences Sociales – E.H.E.S.S. – Antenne Pluridisciplinaire – Marselha, França; mestre em Formação à Pesquisa pela Ecole des Hautes Etudes em Sciences Sociales – E.H.E.S.S. – Antenne Pluridisciplinaire – Marselha, França; e mestre em Antropologia Social – Université René Descartes – Paris V – Sorbonne, Paris, França. Foi consultora do Datafolha, gerente de pesquisa da Empresa Folha Metropolitana, da MCI Comunicação e da Ahead Publicidade.

Seiji Ishikawa, Cristina Panella e Luiz Rogério Morato (foto: Rubens Ito / CCIJB).
RI – CCIJB – 20/09/2007





