De acordo com os números do MDIC, os setores de transporte e de produtos metalúrgicos apresentaram vendas de US$ 25 bilhões até agosto. “Em termos de participação na pauta de exportações, os produtos com alto valor agregado estão em primeiro lugar, mesmo com o crescimento dos básicos”, explicou Meziat, durante o 120º Encontro de Comércio Exterior (Encomex), realizado na Fiesp.
O secretário também comemorou o novo recorde histórico do total das exportações brasileiras no mês, de US$ 15,1 bilhões – média diária de US$ 656,6 milhões –, valor este 10,5% maior que o exportado no mesmo período do ano passado (US$ 13,6 bilhões). De janeiro a agosto, as exportações somam US$ 102,4 bilhões, 15,9% mais que o registrado no mesmo período de 2006.
Embora os recordes de exportações sejam ocasionados pela alta dos preços internacionais, Meziat apontou que a quantidade exportada vem retomando fôlego, principalmente nos produtos básicos. Ele mostrou que da alta de 14% nas vendas dos básicos, 15% devem-se à quantidade exportada. Ainda com números expressivos das exportações, a participação brasileira no mercado mundial é de apenas 1,4%.
Economia fechada
Na avaliação do diretor econômico do Bradesco, Octávio de Barros, as exportações mundiais passam pelo maior ciclo de crescimento (14% no acumulado de 12 meses) desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O economista ainda ressaltou que as atuais turbulências econômicas “estão longe de afetar esse crescimento”.
Apesar desse cenário otimista, Octávio de Barros afirma que o Brasil ainda é uma economia fechada, uma vez que a corrente de comércio brasileira não chega a 10% do Produto Interno do País (PIB). Mesmo considerando o Brasil uma economia fechada, o diretor do Bradesco ressalta que o Brasil é o país emergente mais contextualizado como Global Trader, cujas exportações não se concentram em um país ou bloco específico, como é o caso do México, que tem o Nafta como destino de 80% de suas vendas.

Armando Meziat: Produtos com alto valor agregado estão em primeiro lugar, mesmo com o crescimento dos básicos.

Octávio de Barros: Brasil é o país emergente mais contextualizado como Global Trader.
Agência Indusnet Fiesp – Fábio Rocha – Fotos: Kênia Hernandes





