Documento do Comitê Brasil-Japão recomenda fortalecimento do comércio bilateral

O documento foi produzido durante a 12ª reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, realizada em 6 de março em São Paulo. “Estudamos a possibilidade de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e Japão. Sabemos que isso é responsabilidade do governo. Mas a intenção do setor privado é reduzir os problemas para que o governo apenas realize o acordo”, afirma Mascarenhas.

O documento apresenta  um histórico do trabalho do Comitê, um resumo das negociações econômicas bilaterais e sugestões para melhorar o ambiente de negócios entre Brasil e Japão. “São novas possibilidades que ambas as economias estão apresentando. O Brasil tomou a iniciativa de comprar tecnologia digital do Japão. E os japoneses compraram 10 aviões da Embraer”, lembrou Mascarenhas.

Segundo ele, é preciso avanças nas negociações, uma vez que as relações tradicionais de bens primários continuam crescentes. “O etanol poderá representar novos investimentos. Não há acordo fechado porque os japoneses precisam estabelecer o volume que querem e o Brasil pode atender a essa demanda”, disse.

De acordo com o documento, o caminho para revitalizar as negociações entre Brasil e Japão seria o fechamento de um acordo de livre comércio entre Japão e Mercosul. “Mas Brasil e Japão precisam ficar atentos aos efeitos de suas estratégias de negociação comercial, porque os acordos comerciais de Japão e Brasil com diferentes países e regiões poderiam prejudicar as relações econômicas bilaterais”, informa o documento. 

A criação de uma área de livre comércio entre Mercosul e Japão pode reduzir as desvantagens comerciais que enfraqueçam a participação dos dois países no mercado internacional. “O Brasil é carente de investimentos e os japoneses têm um excedente enorme em recursos e tecnologia. Precisamos apenas escolher os projetos e realizar esses investimentos”, concluiu Mascarenhas.

Agência CNI