Japão está disposto a rever posição para reabrir negociações da Rodada de Doha, afirma embaixador

“O governo japonês gostaría de atingir um acordo de comércio no ambiente de negociações na OMC”, disse Shimanouchi. “E nesse processo estamos prontos para ser mais flexíveis”, completou, depois que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, dizer que seria  importante o Japão rever sua posição nas negociações da OMC. Na avaliação de Furlan, a mudança de atitude do Japão em relação aos subsídios agrícolas pode acelerar uma eventual parceria entre o país asiático e o Mercosul.

O diretor-executivo da CNI, José Augusto Fernandes, afirmou que a disposição do Japão de rever sua posição nas negociações da OMC é importante. Mas é preciso saber em que nível isso vai ocorrer. “Todos os países terão de ser flexíveis, menos conservadores, se quiserem chegar a um acordo na Rodada Doha e também construir um tratado como o Japão-Mercosul. O fundamental é saber qual a quantidade de produtos, bens e serviços que o Japão está disposto a flexibilizar e também em qual intensidade”, analisou.

Brasil quer participar da construção de mercado internacional para o álcool 

O Brasil quer participar do processo de formação de um mercado internacional para o etanol.  Para isso, será preciso buscar padrões de qualidade e preço e garantir a oferta e a demanda do produto. A afirmação foi feita hoje pelo ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto. Segundo ele,  isso facilitaria a decisão do governo japonês de acrescentar o álcool à matriz energética.

“Os japoneses ficam retraídos em depender de apenas um fornecedor, por isso ainda não aprovaram a adição do etanol à gasolina. O Brasil quer oferecer tecnologia e apoio técnico para outros países desenvolverem produção própria”, disse Guedes Pinto, durante a 12 ª Reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, realizada no hotel Renaissance, em São Paulo. O evento é uma promoção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua congênere japonesa, a Nippon Keidanren e contou com a participação de aproximadamente 400 pessoas.

Guedes Pinto lembrou que o Japão estuda a possibilidade de adicionar 3% de álcool anidro à gasolina. Isso criaria uma demanda de 1,8 bilhão de litros por ano, mais do que o Brasil exporta anualmente. O principal parceiro do Brasil na busca de mercado internacional para o combustível renovável  deverá ser os Estados Unidos.

Os dois países são responsáveis por 70% do etanol produzido no mundo. Também são os principais consumidores do produto. “Por isso, o conjunto de medidas para transformar o álcool em commodity e os incentivos para outros países produzirem o combustível podem ser definidos por Brasil e Estados Unidos”, disse Guedes Pinto.

Agência CNI

 

Abertura da XII Reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão. (foto: Rubens Ito / CCIJB).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CCIJB – 6/03/2007