Boas-Vindas ao Cônsul-Geral, Kiyotaka Akasaka

Boas-Vindas ao Cônsul-Geral, Kiyotaka Akasaka

Presidente da Câmara – Gestão 2002, Akira Kudo e Sra.

Cônsul-Geral, Kiyotaka Akasaka e Sra.

A Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil recebeu com uma grande festa o próximo cônsul-geral do Japão em São Paulo, Kiyotaka Akasaka, no dia 13 de dezembro último, em São Paulo.

Este evento ocorreu juntamente com o tradicional Jantar de Confraternização de Final de Ano – Bonenkai da entidade.

Mais de 170 pessoas participaram da festividade, entre elas, o presidente da Câmara, Masahiko Sadakata (Yakult), o próximo presidente da entidade (gestão 2002), Akira Kudo (Mitsubishi Corporation do Brasil), vice-presidentes Koichi Kondo (Honda do Brasil), Makoto Tanaka (Grupo Libercon), conselheiro Takashi Goto, entre muitos.

Fizeram o uso da palavra o presidente da Câmara, Masahiko Sadakata e o presidente eleito para a gestão 2002, Akira Kudo e o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Kiyotaka Akasaka.

Este ano, a programação contou com um show de dança, com variedades de músicas brasileiras como o Boi Bumbá, com seus rituais de cores, luzes e efeitos especiais, recontando a história dos primeiros habitantes desta terra de índios (Amazônia), o forró, o axé, a lambada, o samba, o frevo, entre outros.

Momento de refletir

O Bonenkai serve como uma reflexão para que vasculhemos os recônditos da nossa alma, na tentativa de detectar o que fizemos de errado no ano que passou e o que podemos melhorar no ano seguinte. Devemos fazer um exame de consciência, acompanhado do arrependimento pelas ações negativas e a disposição de aperfeiçoar o nosso comportamento, com a esperança de que, no ano novo, realizemos inúmeras boas ações, conhecendo, respeitando e tolerando o próximo.

A tradição de um povo milenar como o japonês, deve enraizar o sentimento de pertinência, pois este sentimento leva à solidariedade e à irmandade.

Como já havia citado pelo embaixador japonês, Katsunari Suzuki, em sua palestra na Câmara, em 9 de novembro passado, o Brasil possui hoje a maior comunidade nipônica fora do Japão, com cerca de 1,3 a 1,5 milhão de pessoas. Os pioneiros que, em sua maioria, morando em casas simples de pau-a-pique ou de madeira, principalmente no campo, para se dedicar a agricultura, desde o nascer até o por do sol, transformaram décadas depois, o trabalho em prosperidade que hoje muitos desfrutam, engrandecendo e fortalecendo a laboriosa comunidade japonesa e seus descendentes no Brasil.

Identidade japonesa

Por outro lado, existe situação de penúria e de extrema dificuldade em que ainda vivem muitas famílias da comunidade no Brasil.

De acordo com dados disponíveis, a desigualdade social no Brasil e nos demais países latino-americanos cresceu nas últimas décadas, uma das principais causas do aumento da pobreza, favorecendo a concentração econômica. Esse dramático quadro social fez com que a classe média, a principal força motora do progresso, da inovação e da produção, tornasse decadente e em desvantagem. Grande parte dos imigrantes japoneses e seus descendentes (nikkeis) na região formavam a classe média e média-baixa. Em decorrência dessa situação, muitos desses imigrantes e descendentes foram ao Japão em busca de trabalho – os dekasseguis, que são hoje cerca de 250 mil.

Diante desse quadro social, a solidariedade com as pessoas da comunidade menos favorecidas passa para o primeiro plano na agenda comunitária.

Entidades beneficentes da comunidade, através da dedicação de seus técnicos e voluntários, ajudam efetivamente a estas pessoas, através de um grande número de projetos sociais.

Deve-se realçar a importância do papel das novas gerações na preservação da identidade japonesa. A educação nipônica, através da transmissão dos valores e tradições milenares pode ser a única maneira de preservar sua identidade.